ATA - Resumo da Reunião Ordinária do Instituto MOSAP, 

realizada em 04 de fevereiro de 2003

 

 

 

 

 

 

Aos quatro dias do mês de fevereiro de 2003, às 10:20 horas, na sede social, SHCGN 702/3-bloco E-loja 37, prédio do Sindtten – 4º andar, Brasília/DF, foi iniciada a primeira reunião do ano, convocada com a seguinte pauta - 1) Reforma da Previdência e seus desdobramentos  2) Assuntos Gerais. Edison Guilherme Haubbert iniciou dando as boas vindas em nome do presidente Domingos Travesso, cuja ausência justificou, também transmitiu seus votos de confiança e coragem para a nossa luta, e pediu a força de Deus para as atividades do MOSAP.  Estiveram presentes: Edison da UNAFISCO/MG, Misma da ANFIP, Norma, Reynaldo, Hélio, Liége e Edmilson do SINDTTEN, Pinheiro da ACAF/SP, Ana Mary da UNAFISCO, Bolivar, Edina e Dauly  da ADPF, Ayrton da ANPPREV, Darcy da ASAPTCU, Candido do SINDIFISCO, Sálvio do MOSAP/DF, Benito da PCDF,  Neuma da CONDEPOL, José Márcio e Robinson da APAFERJ, Roberto da UDEMO, Marilene da ADUPRGS, Fernando e Dinorá do SINDIPOL/DF, Modesta da UNAFISCO/RS, Antonio Magalhães da ASSECOR, Pimenta da FENAFISP, Neusa da ANASPS,  Roberto Barbosa da ANAPA, Nísio Tostes da ASSISEFE,  Ogib e  Paolo da ASA/CD, Munduruca e Rubens da UPRB (Casa do Inspetor) e Josepha Britto da Frente Parlamentar Correspondência  recebida –   Recebemos diversos e expressivos boletins de entidades, que estão na secretaria à disposição dos interessados. Destacamos a Frente Parlamentar, que com a eleição do senador Paulo Paim passará a exercer um trabalho misto Câmara/Senado.  Correspondência expedida –. Ao ministro Ricardo Berzoini e ao ministro Tarso Genro solicitando a inclusão do MOSAP no Conselho de Desenvolvimento Social, que se propõe a tratar inicialmente da Reforma da Previdência; ao presidente da Assembléia Legislativa de Santa Catarina sobre o Jubileu de Ouro da profa. Gessi Helena de Oliveira; telegrama ao ministro Berzoini e aos colegas Álvaro Sólon e Antonio Neto da ANFIP congratulando pela escolha e nomeação; ao colega Luiz Alberto dos Santos que assumiu a sub-chefia da Coordenação de Ação Governamental da Casa Civil;  ao dr. Roberto Barbosa, consultor legislativo do Senado Federal agradecendo a colaboração que sempre prestou ao MOSAP; às associações contribuintes e mantenedoras enviando o questionário “Repensando o MOSAP”, do qual já começamos a receber retorno. Informes - o MOSAP homenageou o presidente da ADPF, Bolivar Steinmetz, hoje presente em nossa reunião; o presidente da ASAPTCU, Aldo Zaban, também foi homenageado; o MOSAP participou de diversos eventos: posse da diretoria do SINDTTEN, audiência com Everardo Maciel, secretário da Receita Federal, almoço da ASSISEFE no Rio de Janeiro, da ADPF, da ASAPTCU, Forum Social Mundial. O MOSAP foi representado no FSM por Pimenta, Edison, Pinheiro e Modesta, e aproveita para elogiar a UNAFISCO, FENAFISP, ACAF, ANFIP, ANDES, UNICAMP e tantas outras com participação ativa no evento.  Registre-se ainda o jantar de posse do senador Paulo Paim, que reafirmou seu propósito no trabalho por tudo o que sempre defendeu. Foi decidido oficiar parabenizando o presidente da ANPPREV, Carlos Motta, que na qualidade de primeiro suplente da coligação partidária, foi empossado ontem no cargo de Deputado Federal. Hoje é a primeira reunião do novo ano e de um novo tempo político; amanhã está agendada audiência com o ministro Ricardo Berzoini, e também nova reunião na ANFIP, onde já debatemos os planos governamentais de reforma; Antonio Queiroz (o Toninho do DIAP) Informa sobre o seminário promovido por SINDILEGIS/SINDJUS/ANACOM, com a presença do Ministro, no dia 18.02 à tarde, no Nereu Ramos. Ana Mary trouxe um trabalho muito importante e elucidativo do Antonio Florentino de Barros, colocado à disposição.  Assuntos da pauta - Reforma da Previdência –.Diversos representantes de entidades fizeram referências ao tema: concluímos que há diferença entre o que o ministro fala e o que sai nos jornais; o Presidente da República conseguiu eleger os presidentes da Câmara, do Senado, portanto a Reforma vem com força. Não existe uma proposta, não conhecemos o que pretendem fazer; a audiência com o ministro é importante e vamos produzir material para levar. Precisamos nos preparar para o enfrentamento, todos os Estados precisam fazer reuniões; em São Paulo tem havido freqüentes reuniões, são 60 entidades se articulando para um grande simpósio em 17-18-19 de março, com a presença do ministro; pregamos a universalização de direitos; o economista e especialista em Previdência Social, José Prata de Araujo  disse não haver déficit e que isto pode ser provado; representamos servidores de carreiras importantes para a luta contra a corrupção e o fortalecimento da previdência; nossas entidades podem ajudar o governo a combater a impunidade e resolver problemas maiores – 120 bilhões de juros, 70 bilhões de dívidas a receber, etc. Os fundos estão na agenda do FMI, do mercado financeiro e da mídia; já fomos um milhão e novecentos mil servidores, hoje somos apenas quatrocentos e noventa mil; o terrorismo criado pelos governos elevou o número de aposentados.  Por respeito, justiça e reconhecimento, temos que fazer parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social; Se os aposentados não estiverem integrados aos servidores da ativa, como vai ficar a previdência? Os líderes sindicais pretendem se transformar em gestores. As Centrais querem ter seus fundos e por isso defendem estas medidas; antes de 1988 era o passado, desde 1988 até agora vivemos o presente,  e o futuro virá após a reforma; como não existe oposição, temos que lutar contra medidas que nos façam retornar àquele passado. Roberto Barbosa lembra que a reforma já foi feita pelas emendas 19 e 20, e passar os servidores para o regime geral, faz diferença para o governo sim, que teria imediatamente a despesa dos 22% como cota patronal, perderia contribuição superior ao teto, tendo ainda que sustentar o passivo. Temos que defender inclusive as pensões como direito adquirido; o ministro já admite que não há déficit na seguridade e que a contribuição do governo é de 2 por 1; a Emenda 20 tem quatro anos, no período contribuímos com 15 bilhões, juntando a parte do governo seria 45 bilhões; não existem diferenças de trabalho; a distinção é o Regime Jurídico, o trabalhador da iniciativa privada pode negociar e o servidor tem que se submeter ao que o governo quiser. O governo não tem política salarial e sim políticas de finanças públicas. Antonio Queiroz (Toninho do DIAP) disse que o governo está em disputa, muitos setores pressionando e nós temos que cobrar a agenda, trabalhar junto aos parlamentares; a supressão de direitos no Conselho pode ser revertida no Congresso. Existem cálculos mostrando que uma contribuição de 31% sobre o total dos vencimentos, durante 35 anos,  seria suficiente para pagar o dobro ou o triplo da remuneração,  por períodos que vão de 30 anos ao infinito, desde que seja aplicado com juros que superem 3% ao ano. O governo deve entender que é preciso recuperar a auto estima do servidor. O governo de SP, por exemplo, tem 300.000 ativos e 150.000 aposentados. Se implantado o regime geral,  vai perder 31% sobre a folha.  Além disso, há uma interpretação de direito adquirido sobre todo o tempo que for implementado.  Assuntos Gerais:  Fernando lembra que devemos falar no artigo 10 da CF: “É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação”, Ana Mary fala da Juiza Denise Frossard, eleita deputada federal, que prega a defesa do Estado e do cidadão por parte do servidor público. Considerações Finais e Resoluções - O MOSAP vai encaminhar aos parlamentares publicação que contém a relação das entidades filiadas, o material que mostra o trabalho de 11 anos do MOSAP principalmente contra a instituição da contribuição previdenciária, e a edição atualizada das propostas entregues aos presidenciáveis antes das eleições. Não tivemos resposta específica do presidente eleito, apenas um documento genérico, que não detalhava seus projetos, mas o MOSAP não vai renunciar aos seus princípios e continuará lutando pelos direitos adquiridos: Paridade, Integralidade das Pensões e Não Incidência de contribuição previdenciária para os aposentados e pensionistas.  Vamos fazer manifestação ao Carlos Motta, dirigente da ANPPREV, pela sua posse como deputado federal.  Lembramos o dia 18 à tarde no Nereu Ramos e apelamos para que usem seus veículos de comunicação e convidem todos para comparecerem, mostrando nossa união e força. Foi definida a comissão, com os colegas Edina, Ogib, Nísio e Hélio que farão o documento condensado para ser entregue ao ministro da Previdência Social; estão todos convidados para a audiência, no dia 05, quarta-feira, às 15 horas, e depois haverá reunião na ANFIP. O objetivo amanhã é mostrar ao Ministro quem é o MOSAP, que surgiu para unificar e harmonizar os discursos dentro dos três temas.  Não havendo nada mais a tratar e dando graças a Deus, a reunião foi encerrada às 13:10 agradecendo a presença de todos e esperando continuar contando com o apoio de nossas entidades filiadas, no ano que iniciamos oficialmente com esta reunião. E para constar eu, Misma Rosa Suhett, secretária geral, lavrei a presente ata que assino ao lado do presidente.

       

 

 

MISMA ROSA SUHETT                    EDISON G. HAUBBERT

   Secretária Geral   Presidente em exercício