ATA - Resumo da Reunião Ordinária do Instituto MOSAP, 

realizada em 18 de fevereiro de 2003

 

 

 

 

 

 

Aos dezoito dias do mês de fevereiro de 2003, às 10:15 horas, na sede social, SHCGN 702/3-bloco E-loja 37, prédio do Sindtten – 4º andar, Brasília/DF, foi iniciada reunião ordinária, convocada com a seguinte pauta - 1) Avaliação da audiência do dia 05.02 com o Ministro da Previdência, Ricardo Berzoini – 2) A Reforma da Previdência Social e seus desdobramentos -  3) Assuntos Gerais. Edison Guilherme Haubbert saudou todos os presentes, deu boas vindas e votos de confiança, coragem e espírito de guerra, em nome do presidente Domingos Travesso, cuja ausência justificou, e pediu a proteção de Deus para os trabalhos do MOSAP. A pedido da Mesa, foi feito um minuto de silêncio pelo falecimento de um irmão da diretora Norma Piazera.  Estiveram presentes e se apresentaram aos demais:  Edison da UNAFISCO/MG, Misma da ANFIP, Norma e Hélio do SINDTTEN, Nísio da ASSISEFE, Francisco do SINAIT, Antonio Magalhães da ASSECOR, Lúcio da ADUFRGS, Júlio, José Gozze e Sylvio da ASSETJ/FESPESP/FENASJ, Raquel da FENASJ, Edina e Dauly  da ADPF, Ayrton da ANPPREV, Márcio da APAFERJ, Lúcia da SITRAEMG, Darcy da ASAPTCU, Roberto e Rosalina da UDEMO, Zilda e Lita da APAMPESP, Modesta da UNAFISCO/RS, Pimenta da FENAFISP, Neusa da ANASPS, Alberto da ANPAF, Luis Fernando da ASJ-RS, Adélia e Fábio do SINPOL/RS, Israel Testa da ASDNER, Vladimir da CGTTS, João Alberto, Egle e Marisa do SINESP, Léia da ASPS-UFF,  Sérgio, Júlio, Agnaldo e Ferreira do SINPOL/DF, Ivone e Iara da AOJESP, Osmar da STU-UNICAMP, Rubens da UPRB (Casa do Inspetor) e Josepha Britto da Frente Parlamentar  Correspondência  recebida – Boletins diversos, dando como exemplo o da ADPF, com o trabalho de Geraldo José Chaves intitulado “As Verdades sobre a Previdência Social”, que pode ser encontrado no site www.adpf.com.br.  Convites - do Sindicato dos Servidores Federais da Justiça do Trabalho, seminário estadual dia 22.02 sobre a Previdência dos Servidores Públicos;  da Sitraemg,  seminário de Reforma do Judiciário e Reforma da Previdência, dias 21, 22 e 23.02 em Belo Horizonte - Correspondência expedida – Somente o ofício convidando para a audiência com o Ministro da Previdência, no dia 5.2. Todo esse material está na secretaria à disposição dos interessados.   Informes – Foram reproduzidas para distribuição a todos,  as matérias veiculadas pela TV GLOBO durante a semana, com afirmações das quais discordamos. Misma trouxe exemplar de um estudo coordenado pelo dr. Milko Matijascic e Prof. José Olavo Leite Ribeiro, sob o título “Seguridade e Desenvolvimento: Um Projeto para o Brasil”, que foi entregue ao ministro Gushiken ainda na transição e será levado ao seminário de amanhã no Nereu Ramos. O MOSAP preparou material para enviar aos parlamentares acompanhado de ofício, especialmente para que os novos deputados e senadores conheçam melhor a nossa luta. Tivemos audiência com o senador Paulo Paim, no exercício da Presidência do Senado;  o convite foi feito para o mesmo dia, pois ele estaria recebendo CGT, Força, etc. e queria também receber as entidades do MOSAP, portanto não tivemos chance de convidar um grupo maior;  ele reafirmou seu desejo de continuar na defesa dos aposentados e pensionistas. A profa. Zilda da APAMPESP deu notícias da nossa estimada colega Hilda, que já está melhor. Pimenta passa à mesa material que a Fenafisp está usando em seu trabalho. Gozze informa das diversas reuniões em São Paulo,  na preparação de um simpósio para os dias 17,18 e19 de março, com a presença do ministro, um membro do governo estadual e também do governo municipal. Júlio trouxe diversas pastas com vasto material de subsídio para a luta – Avaliação da audiência com o Ministro da Previdência – Edina fala em dois pontos que  chamaram a atenção, quando ele fala que é a Constituição que assegura os direitos adquiridos  e também que aquilo que tem amparo legal não é privilégio. Nísio saiu preocupado, pois ele não falou em combate à sonegação; discorda que o Estado tem que contribuir com x, o Estado é responsável pelas aposentadorias e pensões; o terrorismo quebrou o equilíbrio do sistema levando à diminuição dos ativos e aumentando os aposentados;. o maior interessado nessa reforma é o FMI. Pimenta não aceita quando o ministro fala “se tiver dinheiro”, diante dos juros da dívida e reafirma que não existe déficit da Previdência. Edison abordou a participação do MOSAP no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que obteve promessa de empenho do ministro, e Misma acrescenta que o chefe de gabinete do ministro garantiu que o MOSAP estará nos grupos temáticos. Sérgio lembra que nas entrelinhas ele fala que os aposentados sofrerão um pouco e os da ativa muito mais. Reforma da Previdência – Diversos colegas ofereceram sua avaliação, falando: Das discussões que as entidades mantém em reuniões realizadas na sede da ANFIP, com vistas à criação de um fórum, onde lembram que a Paridade é a grande conquista dos servidores; que não podemos ficar na defensiva, e sim partir para o ataque;  todas discordam do ângulo financeiro colocado em discussão, em detrimento do aspecto social, uma campanha às vezes odiosa, por exemplo a capa da VEJA com um osso que ninguém quer largar; ninguém apresentou uma proposta concreta até agora; o trabalho da ANFIP com os números da seguridade social precisa ser divulgado sempre que puder, pois contradiz o argumento de que não há dinheiro para a previdência dos servidores. O MOSAP sempre convidou os da ativa e eles não vêm; apesar de toda a nossa luta, só conseguimos manter alguns direitos com apoio de parlamentares que eram oposição às mudanças, mas faltou participação de nossos associados. Hoje não temos apoio, não temos mais os partidos de oposição, o governo vai conseguir maioria e não teremos espaço. O PPS lançou o primeiro debate público, e toda a mesa defendeu que o aposentado tem que passar a contribuir.  Na ocasião, quando inquirido sobre a pressa em aprovar o PL-9, o ministro respondeu que não tem pressa, quem vai decidir é o Senado e a Câmara.  O que ocorre é ingerência internacional. O PL-9 vai dar lucro às empresas de previdência complementar O consenso de Washington decretou que nós somos os culpados, e agora que já tiraram tudo, vem a terceirização, e os aposentados são usados como pretexto; 85% dos servidores não atingem o teto de 1.500,00. Edison fala do encontro com um deputado federal novo, que não entende nada de previdência, e pediu que leve a ele o que nós queremos, o que nós entendemos, com pontos objetivos e claros.  Antonio (o Toninho do DIAP) comenta que teve acesso a uma minuta da PEC no Ministério do Planejamento. Idade mínima 65 homem/mulher – 15 anos de serviço público, 10 anos no cargo, 35 de contribuição.  A da Previdência é muito parecida só que de 65 baixa para 60.  A proposta de unificação já está fora de propósito. Quanto ao PL-9, embora o governo negue, é só  a pauta se desobstruir,  vai ter prioridade e vão fazer um destaque novo.  As comissões da Câmara vão funcionar paralelo ao Conselho, e são destinadas a analisar os projetos que já tramitam na Casa.  Quando chegar a proposta definitiva, aí transforma-se na Comissão Especial que vai discutir a reforma e levar o parecer ao plenário. Eles dizem que é preciso garantir  o futuro, e a reforma é para resolver o problema mais para a frente, portanto, se os servidores da ativa não entrarem nessa batalha vão acabar perdendo tudo. Na reunião do Conselho fala-se que a adoção  do sistema único provocaria perda imediata aos governos, que teriam que fazer sua contribuição. É claro que o PL-9 é  o interesse do governo, logo é preciso defender quem está, mas também quem ainda vai se aposentar, pois o ministro não fala em garantir. Propostas e Resoluções - Muitos se mostraram dispostos a  organizar a luta;  a derrubada do redutor de 30% foi trabalho do MOSAP. temos que ir direto, mostrar o que queremos. Em 98 evitamos o pior, falando com os 513 deputados e 81 senadores. Temos que dar uma resposta com instrumentos e argumentos para que todos possam se defender. As reuniões na ANFIP têm sido proveitosas; o servidor público não sabe como se defender, é preciso fazer um b-a-BA como resposta à GLOBO; todas as entidades têm seu  jornal, falou-se mesmo numa edição extra; fazer um documento, uma nota de repúdio e publicar no Globo e na Folha. (Edison lembra que o MOSAP da outra vez  fez uma nota de repúdio e teve muita dificuldade no retorno das entidades para o seu pagamento, e a situação agora está mais difícil. É preciso saber se as entidades têm condições, se estão dispostas a colaborar e a pagar, pois não é barato )  Foi sugerido um pedido judicial de resposta à Globo, pelo menos para mostrar nossa revolta. Misma lembra da experiência, quando a Ana Maria Braga também falou, a ANFIP fez uma carta-resposta pois nossos colegas cobram atitudes; apenas um jornal publicou, mas valeu a pena. Devemos sair para uma proposta concreta, e a primeira é formar uma comissão de Redação, que colocará um discurso unificado, para mostrar com clareza nossos propósitos, elaborar boletins defendendo nossos três pontos básicos e o regime próprio;   até mesmo os terceirizados precisamos defender. Vamos redigir boletins periódicos do MOSAP para unificar a linguagem e passar pela Internet para incentivar a batalha dos aposentados. Não podemos nos fracionar, temos que ter a luta comum. Edison informa que vai convocar uma reunião só da diretoria para traçar direção objetiva, convidando o Testa para ser o redator e  pedindo ao Toninho para fazer parte da comissão. A secretaria fica encarregada de anotar nomes e endereços dos que puderem se oferecer para compor esta importante frente de batalha. Cada entidade, cada associado deve fazer um trabalho persistente com seus deputados e senadores, fazer visitas de cortesia, assediar as famílias dos parlamentares, procurar espaço em rádio e TV e nos jornais, enfim, todos unidos lutando pela mesma finalidade. Assuntos Gerais: Infelizmente o servidor ainda não entendeu que precisaria eleger representantes, o único que conseguiu foi o Carlos Mota. O José Gozze apesar de nosso apoio e de todo o belo trabalho de sua entidade, não conseguiu. Foi lembrado a oportunidade de atualizar o Livro Azul do MOSAP, e também a necessidade de exigir auditoria nas contas da Previdência.  Dando graças a Deus, agradecemos a presença de todos, esperando continuar contando com o apoio de nossas entidades filiadas, e finalizamos às 12:50, antes convidando todos para as 14:30 no Nereu Ramos, a fim de participar da manifestação do Sindilegis E para constar eu, Misma Rosa Suhett, secretária geral, lavrei a presente ata que assino ao lado do presidente.

                       

     MISMA ROSA SUHETT                EDISON G. HAUBBERT

                       Secretária Geral                                   Presidente em exercício