INFORMES
SOBRE PEC 157 –A – REVISÃO
CONSTITUCIONAL
Tempo Real -
26/4/2006 17h48
Comissão
decide não votar revisão constitucional hoje –26.4.2006
Os integrantes da
Comissão Especial da Revisão Constitucional (PEC 157/03) decidiram há
pouco que não votarão a matéria hoje, mas continuarão a debatê-la na reunião,
que continua no plenário 11.
O deputado
Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) apresentou voto em separado, assinado
por ele e pelos deputados Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e Odair Cunha
(PT-MG). Eles pedem a rejeição da matéria, porque, avaliam, a proposta de
revisão prevista na Constituição já ocorreu em 1993.
Biscaia citou
artigo do presidente da comissão especial, deputado Michel Temer (PMDB-SP),
publicado em 1997, no qual Temer rejeita a possibilidade de uma nova revisão
constitucional.
O presidente da
comissão afirmou que, já naquele momento, dizia que a proposta só se
legitimaria se fosse submetida à vontade popular - que foi exatamente o que
sugeriu em substitutivo de sua autoria apresentado à Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania (CCJ), e foi mantido no parecer do relator da matéria na
comissão especial, deputado Roberto Magalhães (PTB-PE).
Avanços e
problemas
O deputado João
Alfredo (Psol-CE) afirmou que, apesar dos avanços trazidos pelo parecer de
Roberto Magalhães, alguns problemas permanecem. Ele afirmou que a proposta não
especifica o que são os direitos sociais. "Os direitos ambientais e
culturais estariam entre os direitos sociais?", questionou.
Segundo João
Alfredo, apesar de o relator ter limitado a revisão a alguns temas, não ficou
explícito no parecer a exclusividade para esses temas, o que, em sua opinião,
pode permitir que, durante a tramitação, outros temas sejam incluídos na
revisão.
João Alfredo
também destacou que a questão do quorum qualificado para a REFORMA
CONSTITUCIONAL é considerada uma cláusula
pétrea por muitos juristas. Para ele, a não-utilização do quorum
qualificado levará à insegurança jurídica e ameaçará a governabilidade.
Revisão já
realizada
O deputado Alceu
Collares (PDT-RS) também manifestou-se contra a proposta e disse que a revisão
já foi realizada em 1993. Ele lembrou que a maior parte dos representantes do
partidos políticos ouvidos anteriormente em reuniões da comissão especial são
contra a revisão.
Leia
mais:
Não deve haver
temor sobre revisão, diz deputado
Relator da revisão
diz que não haverá retrocesso
Começa reunião da
Comissão da Revisão Constitucional
Reportagem -
Vania Alves
Edição -
Renata Tôrres
(Reprodução
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SR
Consolidada -
26/4/2006 21h19
Deputados
declaram voto contra a revisão constitucional
Deputados do PT,
do PCdoB, do Psol e do PDT já declararam voto contrário à Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) 157/03,
do deputado Luiz Carlos Santos (PFL-SP), que propõe uma REVISÃO CONSTITUCIONAL
com quorum reduzido no ano que vem.
Na reunião de
hoje da Comissão Especial da Reforma Constitucional, o relator da matéria,
deputado Roberto Magalhães (PFL-PE), apresentou as adaptações que fez ao seu
parecer - basicamente, a definição de quais os títulos e capítulos da
Constituição poderão ser revisados. "Queremos dar garantias àqueles que
temem que haja retrocesso ou supressão de direitos", explicou.
O deputado Jamil
Murad (PCdoB-SP), o primeiro a ler seu voto em separado, afirmou
que não há insegurança ou instabilidade política que justifiquem uma ampla
modificação constitucional.
Ele afirmou que a
dificuldade para realizar a reforma política ou tributária não decorre de
problemas no texto constitucional, mas da incapacidade das forças políticas em
formar uma maioria para fazer as mudanças.
Defesa da
revisão
O deputado
Vicente Cascione (PTB-SP) repudiou a idéia de que a mudança constitucional só
se justifica se houver uma ruptura institucional. Ele afirmou que o ideal é
fazer as mudanças justamente num momento de tranqüilidade.
A mesma opinião
tem o deputado Vicente Arruda (PSDB-CE), para quem a Constituição de 1988 foi
feita num período conturbado de transição da ditadura para a democracia. Por
isso, o parlamentar acredita que ela expressa as dificuldades daquele momento e
não necessariamente o que é melhor para o País hoje.
Retrocesso
O deputado
Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) - em voto em separado assinado por ele e pelos
deputados Luís Eduardo Greenhalg (PT-SP) e Odair Cunha (PT-MG) - analisou a
proposta de enxugamento embutida na proposta de revisão. Biscaia explicou que
seriam preservadas a supremacia das cláusulas
pétreas explícitas e o título dos direitos sociais. Em sua opinião,
todo o restante conjunto de direitos passaria a ter status infraconstitucional.
"O que há é
a possibilidade clara de um grande retrocesso, no qual as conquistas da
sociedade brasileira, especialmente em áreas sensíveis, como educação, saúde,
família, meio ambiente, serão desconstitucionalizadas e relegadas a um plano
secundário, sem as garantias e a força normativa da Carta federal", disse.
Leia mais:
Redução de quorum fere
Constituição, diz deputado
Reportagem -
Vania Alves
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