Mosap
participa de homenagem aos trabalhadores no Senado
Uma sessão especial em homenagem aos trabalhadores, em comemoração ao Dia Internacional do Trabalho, foi realizada na manhã de ontem no Senado Federal. O evento foi feito a pedido do senador Paulo Paim (PT-RS). Estiveram no Plenário, recebendo as homenagens em nome dos trabalhadores, representantes de entidades sindicais e aposentados. O presidente Edison Guilherme Haubert convidado para o evento pelo presidente do Senado Federal Senador Renan Calheiros afirma que quase nada o trabalhador público aposentado e pensionista tem a comemorar, haja visto a instituição da cobrança para a previdência e a redução das pensões entre outras dificuldades criadas pelo governo brasileiro. “Os senadores discursaram no plenário sobre a importância da luta dos trabalhadores. O primeiro a falar foi o senador Papaléo Paes (PMDB-AP), que expôs sua preocupação com a Reforma Trabalhista estudada pelo governo, que não pode significar apenas a reversão dos direitos dos trabalhadores, inclusive dos servidores públicos. “Aguardemos, mas sem descuidar do valioso patrimônio que gerações de trabalhadores garantiram à custa de muita luta e coragem”, declarou o senador. O senador Paulo Paim foi o segundo a discursar e defendeu a retirada da PEC 369, da Reforma Sindical, a votação da PEC Paralela da Previdência, um reajuste justo para os servidores públicos, que não virá com um aumento de 0,1%. Para Paim, “homenagear o trabalhador é implementar a reforma agrária, diminuir a taxa de juros, investir na produção e no emprego e dizer não à especulação financeira”. O senador encerrou seu discurso dizendo que “o Brasil foi feito por vocês, trabalhadores”. Para o senador Geraldo Mesquita Júnior (PSOL-AC), há pouco o que comemorar no Brasil, pois o reajuste concedido ao salário mínimo é insuficiente, corresponde apenas a R$ 1,33 por dia, para o mês de 30 dias, e apenas R$ 1,29, se o mês tiver 31 dias. Falou também sobre o problema do subemprego e da sub-remuneração. “Enquanto a taxa de desemprego sobe, a renda média desce”, alertou o senador. Segundo Mesquita Júnior, os trabalhadores tiveram sua capacidade de luta reforçada pela Constituição de 1988, no entanto ainda há um grande número de pessoas na marginalidade, sem terra e sem direito ao trabalho. A Reforma Sindical, que cria uma organização sindical verticalizada, favorecendo os conflitos de interesse e autorizando as centrais a fazer acordos nacionais, também foi lembrada pelo senador Paulo Octávio (PFL-DF). O senador declarou também que o próximo passo será a Reforma Trabalhista e que está aberto a travar o debate. “Uma revolução nas prioridades nacionais” foi a proposta do senador Cristovam Buarque (PT-DF) em seu discurso na sessão especial. O parlamentar lembrou que 70 milhões de pessoas permanecem esquecidos da República e pediu que os recursos públicos sejam aplicados, com responsabilidade fiscal, na ampliação do acesso a bens e serviços essenciais para toda a sociedade brasileira. Para Cristovam, o dia do trabalho é um dia “para comemorar os heróis, líderes sindicais que acreditaram no impossível e assim conseguiram conquistas para a classe trabalhadora, correndo riscos: cada um deles foi um Tiradentes”. A senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) ressaltou no evento os direitos conquistados pela mulher, apesar de ainda haver discriminação. Durante seu discurso propôs uma reflexão sobre a luta pelo trabalho, que deve buscar um salário mínimo digno, a recuperação de direitos com a votação da PEC Paralela e a educação de jovens para erradicar o trabalho infantil. O último parlamentar a falar foi o senador Tião Viana (PT-AC), que declarou que as lutas dos trabalhadores são “difíceis como passar um camelo no buraco de uma agulha”, enaltecendo a coragem dos sindicalistas e a necessidade de prosseguir defendendo a classe trabalhadora.” (Fonte:
Boletim Informativo nº 1872 do Unafisco Sindical) |