A FRENTE informa – 15.09.2006

 

Cobertura previdenciária no Brasil cresceu no ano passado

De acordo com PNAD, número de segurados em 2005 cresceu dois milhões  (Brasília) – No ano de 2005, dois milhões a mais de pessoas passaram a ter acesso à cobertura previdenciária. As informações são da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (PNAD), divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, o principal causador do aumento da cobertura previdenciária foi o crescimento de 5,3% do número de trabalhadores com Carteira de Trabalho e Previdência Social assinada. “Tivemos um crescimento bastante significativo de trabalhadores formais entre os anos de 2004 e 2005”, afirmou Schwarzer. De acordo com dados da pesquisa, em 2004, 39,3 milhões de pessoas, o que corresponde a 46,5% da população economicamente ativa, eram filiadas a algum regime de previdência. Em 2005, esse número subiu para 41,3 milhões de brasileiros, o que equivale a 47,4% dos trabalhadores. A região com maior crescimento de cobertura previdenciária foi a Centro-Oeste, com 2,7% de aumento, seguida pela Norte, com 2,4/%. A região Sul teve um crescimento de 0,9% na cobertura previdenciária e nas regiões Sudeste e Nordeste o número de pessoas com previdência cresceu 0,5%.    
Schwarzer acredita que além do fortalecimento do mercado de trabalho, a Lei nº 10.666, de 8 de maio de 2003, que obriga as empresas que utilizam serviços de terceiros (contribuintes individuais) a fazer a retenção de 11% sobre a remuneração paga a esses profissionais, tenha contribuído para o aumento da cobertura. “Estimamos que as alterações feitas em 2003 formalizaram três milhões de contribuições individuais desde então”.     
O secretário também defende que os fatores escolaridade, salário e distribuição de renda interferem na quantidade de pessoas que têm acesso aos sistemas previdenciários. A PNAD de 2005 mostra que houve queda no analfabetismo de 10,5% da população para 10,2% e que a média de anos de estudo cresceram de 6,6 anos para 6,7. “A melhoria na escolaridade está relacionada com a percepção da importância da Previdência Social”, ressaltou Schwarzer. Ele destaca ainda que o aumento de 4,3% na média mensal de renda dos brasileiros fez com que aumentasse o número de pessoas com condições econômicas para contribuir para a Previdência Social. 

Domésticas O número de empregadas domésticas com carteira assinada teve um crescimento de 4,5%. Em 2004, haviam 1,67 milhão de trabalhadores formais e em 2005 esse número pulou para 1,74 milhões. Schwarzer acredita que nos próximos anos esse número poderá crescer ainda mais por causa da Lei 11.324, que permite que o empregador deduza do Imposto de Renda as constribuições feitas ao INSS.  De acordo com a nova lei, o empregador que assinar a carteira do seu empregado doméstico pode descontar no Imposto de Renda os 12% de contribuição feitos ao INSS. O desconto é válido apenas para um doméstico por declaração e limitado à contribuição incidente sobre o valor igual ao salário mínimo. O desconto poderá ser usado na declaração de 2007, ano-base 2006.       
A Lei 11.324 também determina férias de 30 dias, estabilidade da gestante desde a data de comunicação até cinco meses após o parto e a proibição de descontos no salário das domésticas de alimentação, moradia e material de higiene.
Fonte: www.mps.gov.br 12:20 - 15/09/2006

 

Segurados com perícia agendada não serão prejudicados Agências terão no mínimo 30% de peritos atendendo os segurados nas APSs  
Da Redação (Brasília) - O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão adotando todas as medidas necessárias para que o segurado da Previdência Social não seja prejudicado pelo movimento realizado pela Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP). "O recebimento do benefício pelo segurado está garantido. Uma vez que o beneficio é devido desde a data em que o segurado agendou a perícia, o processo vai correr normalmente", afirma o presidente do INSS, Valdir Moysés Simão. Além disso, Simão destaca que parte da ação impetrada pelo INSS junto à Justiça Federal do Distrito Federal foi deferida. O deferimento determina que "a ANMP mantenha o serviço da perícia médica funcionando com um contingente mínimo de 30% dos servidores".         
A orientação para o segurado que está com a perícia médica agendada é que deve comparecer à agência no horário marcado. Caso não seja atendido, por falta de médico, a agência deverá remarcar a perícia para, no máximo, cinco dias úteis após a data inicialmente agendada.   
Ações - Desde o início da atual gestão, foram iniciadas diversas ações para ampliar e aperfeiçoar o atendimento aos segurados e os serviços de perícia médica. Dentre as medidas adotadas, estão o fim da terceirização dos peritos médicos, com a formação de um quadro próprio de médicos do INSS; a entrega do resultado da perícia médica assinada pelo presidente do INSS; e a criação de agências voltadas exclusivamente para o atendimento de benefício por incapacidade.       
Para acabar com a terceirização e substituir os 2.491 médicos credenciados, que eram responsáveis pela realização das perícias médica, foram contratados, entre 2005 e 2006, 2,4 mil peritos médicos. Ontem, dia 13, foram nomeados mais 165. Com as novas contrações, o corpo de servidores peritos médicos do INSS hoje é formado por 4.865 profissionais. "Foram substituídos todos os médicos terceirizados e, desde fevereiro de 2006, a perícia médica é feita somente por peritos do quadro do INSS", ressalta Simão.    
Outra ação implementada é a entrega do resultado da perícia médica com a assinatura do presidente do INSS. Desde a primeira semana de setembro de 2006, os médicos peritos não assinam mais o comunicado do exame. De acordo com o presidente do INSS, o objetivo é reduzir a pressão sobre os peritos médicos, dando um caráter institucional à decisão.      
A implantação de um novo modelo de entrega do resultado da perícia médica - por meio de carta registrada - é mais uma das medidas adotada pela Previdência, com o objetivo de reduzir o risco de eventuais agressões aos peritos médicos. O sistema está em fase de desenvolvimento e deverá estar funcionando no máximo até o dia 16 de outubro. Pelo novo modelo, os segurados sem vínculo empregatício (a grande parcela dos indeferimentos) passam a receber a comunicação do resultado da perícia em sua residência, por carta com Aviso de Recebimento. Já no caso do segurado empregado, as comunicações serão entregues imediatamente. A diferença no modelo de entrega é para não prejudicar o segurado que precise voltar ao trabalho imediatamente.         
O Ministério da Previdência Social também está implantando 12 Agências da Previdência Social de Benefício por Incapacidade (APS-BI), cujo objetivo é centralizar as perícias médicas de determinada localidade para agilizar o atendimento. Juntas, as 12 APS-BI terão capacidade operacional para realizar 8.000 exames médicos periciais por dia, totalizando 160.000 exames periciais mês.       
As APS-BI estarão situadas nas seguintes localidades: São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Juiz de Fora, Rio de Janeiro (Centro), Rio de Janeiro (Duque de Caxias), Rio de Janeiro (Copacabana), Rio de Janeiro (Norte), Rio de Janeiro (Paraíso) e Rio de Janeiro (Campos de Goytacazes).
A previsão é de que, até o final deste ano, nove APS-BI serão inauguradas. A inauguração da agência de São Paulo deve acontecer em meados de outubro. A Gerência Regional do INSS em São Paulo está finalizando a montagem das instalações da agência, que funcionará na Praça Nina Rodrigues, 153, Glicério, Centro. Nesse local, que terá 38 consultórios, trabalharão 80 peritos médicos, responsáveis por um atendimento médio diário de 1,8 mil segurados da Previdência. Além de todos as ações citadas, o Ministério da Previdência Social promoveu a melhoria salarial dos integrantes da carreira, com duplicação da remuneração dos peritos e a criação de gratificação de desempenho baseada em indicadores de qualidade e produtividade.      
"Todas essas são medidas que visam à melhoria do atendimento e a profissionalização das atividades médico-periciais, que são fundamentais na concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez", conclui Simão
. Fonte: www.mps.gov.br 17:34 - 14/09/2006

 

 

PSDB acena com reforma da Previdência

Propostas para a área são uma das principais diferenças entre PT e tucanos

Debate entre os assessores econômicos dos candidatos à Presidência, realizado ontem em Brasília, revelou que a questão previdenciária é hoje uma das principais diferenças entre os programas do tucano Geraldo Alckmin e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora tratado como problema fiscal grave por ambos os candidatos, apenas o do PSDB sinaliza com a realização de uma reforma da Previdência para reverter o déficit entre as despesas com benefícios e a arrecadação com a contribuição dos trabalhadores.      'Essa reforma da Previdência terá de ser encaminhada, e o candidato do PSDB fará isso', afirmou o economista e professor Antonio Márcio Buainain, assessor de Alckmin, durante seminário promovido pelo Conselho Federal de Economia.        
Há um mês, em entrevista no Estado, o presidenciável tucano havia praticamente descartado uma nova reforma, dizendo que o rombo do INSS - que pode chegar a R$ 41 bilhões em 2006 - deveria ser combatido com crescimento econômico e redução do emprego informal.
Buainain, no entanto, disse ontem que a reforma 'deverá respeitar todos os direitos' e, sem detalhar qual é a posição de Alckmin, antecipou que um dos temas a ser tratado, no caso de vitória do tucano, deve ser o da idade mínima para a aposentadoria dos trabalhadores da iniciativa privada.    
O economista Nelson Barbosa, secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda e nomeado pela cúpula petista para falar ontem sobre o programa de Lula, também elegeu o financiamento da Previdência como o grande problema estrutural do País. Por causa das pressões demográficas (o envelhecimento da população brasileira), segundo ele, as despesas previdenciárias apresentam um crescimento vegetativo de 3% a 4% ao ano.   
Apesar disso, o programa de Lula e o próprio candidato já disseram que não pretendem promover nova reforma constitucional nem interromper o processo de aumento do salário mínimo acima da inflação. 'É possível estabilizar as contas da Previdência com crescimento econômico mais forte e aumento moderado do salário mínimo', disse Barbosa.       Ele informou que o PT não quer fixar uma meta para o crescimento econômico, mas acha necessário e factível uma taxa de 5% ao ano no próximo mandato. 'Achamos que o crescimento tem de ser pelo menos de 5% ao ano nos próximos anos', disse. De acordo com o economista César Benjamin, candidato a vice na chapa de Heloísa Helena, do PSOL, a equipe do presidente Lula também está trabalhando nos bastidores com a perspectiva de nova reforma previdenciária, embora não anuncie isso publicamente na campanha. Fonte; O ESTADO DE SÃO PAULO 15.09.2006

 

'Salário mínimo reduz pobreza'

Trabalho do BNDES esquenta a polêmica com outros autores, incluindo os que dizem exatamente o contrário       A diferença entre a média salarial da população e dos 25% com menor renda caiu de 5,4 vezes para 4,2 vezes entre o primeiro semestre de 1995 e o primeiro semestre deste ano. A diferença, apesar de ainda grande, caiu em 22% no período. O dado consta de um estudo divulgado ontem pelo Banco Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que tenta demonstrar a importância do salário mínimo na redução da desigualdade no trabalho.  
Segundo o levantamento, o grupo dos 25% mais pobres no mercado de trabalho é a parcela 'mais afetada pela política de valorização do salário mínimo'. O estudo, assinado pelo economista Antonio Prado, diz que nos últimos dez anos não houve diferenças, em termos de crescimento da economia ou dinamismo setorial, que justifique a redução da distância entre os mais pobres e a média do mercado.
'O salário mínimo apresenta-se, portanto, como fator determinante principal', registra o trabalho. Depois de constatar que o mínimo tem 60 anos no País e sempre foi alvo de 'controvérsias', o autor argumenta que tem havido valorização contínua do salário mínimo e os resultados dessa política incluem a queda 'significativa' da pobreza entre os trabalhadores e há recuo consistente na desigualdade das rendas sociais, além de citar a abrangência das políticas de transferências.      
Na prática, Prado explica que há pobres no mercado de trabalho, que podem ser atendidos pelo salário mínimo, e fora do mercado, que ele chama de excluídos, para os quais defende a importância dos programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família.    
Por isso, ele explica que não faz sentido opor os gastos com aumentos do mínimo às despesas das receitas usadas para as transferências. 'Opor os dois é como dizer que vai tirar do pobre do mercado de trabalho para dar aos que estão fora do mercado', diz o economista.  
Ele afirma que outras despesas concorrem com os gastos do programa de transferência, como o serviço da dívida. 'O orçamento não é só isso (gastos com o mínimo)', argumenta, citando que o recuo dos juros reais (sem inflação) geraria recursos livres para financiar programas de transferência.

DEBATE - Desde o fim de agosto, o BNDES é pelo menos a quarta instituição que entra no debate sobre os efeitos do salário mínimo. Em agosto, o economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), demonstrou que a maior queda da desigualdade na renda do trabalho ocorreu no primeiro semestre de 2004, quando não houve aumento real do salário mínimo e, apesar dos ganhos em 2005 e 2006, o avanço da desigualdade foi menor, com base em dados das maiores regiões metropolitanas.
Em seguida, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) saiu em defesa do mínimo, destacando seus efeitos sobre a população que ganha até dois salários. Na semana passada, foi a vez de o Ipea divulgar estudo que qualifica o salário mínimo de um 'instrumento muito pouco efetivo' no combate à pobreza.

 

Proposta tucana para Previdência implica elevar a carga tributária
A proposta do presidenciável Geraldo Alckmin para controlar o déficit da Previdência implica o contrário do que prega a campanha tucana -em vez de redução, aumento da carga tributária do país.

Alckmin disse rejeitar a idéia politicamente indigesta de impor idade mínima às aposentadorias pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para deter a escalada de despesas com benefícios. Em vez disso, propôs reduzir a informalidade -trabalhadores sem carteira assinada.   
"Se a metade dos trabalhadores estivesse contribuindo, não teríamos problema de caixa", disse o candidato, falando à Força Sindical. Para estimular o emprego formal, o candidato defende a redução de tributos sobre folhas de pagamento das empresas -aparentemente, redução da carga tributária.
Porém, o raciocínio só faz sentido se, no final das contas, a arrecadação do governo crescer além dos 37,4% do PIB (Produto Interno Bruto) contabilizados em 2005, maior proporção já registrada e cuja redução foi apontada por Alckmin como uma de suas principais bandeiras.      
Ainda que a desoneração da folha impulsione a formalização de trabalhadores, o déficit previdenciário só cairá -ou deixará de subir- se a redução de tributos resultar em mais receita -o que, em tese, é possível, mas derruba as promessas tucanas de redução da carga.      
Nesse caso, haveria melhor distribuição do peso dos impostos e contribuições. Alckmin já declarou que a arrecadação brasileira deveria voltar ao patamar inferior a 30% do PIB de dez anos atrás.
Entre as principais despesas do governo federal, o pagamento de benefícios do INSS tem as maiores taxas de crescimento desde o controle da inflação pelo Plano Real, em 1994. De 4,8% do PIB, em 1995, os gastos saltaram para 7,6% em 2005. Neste ano, pelas projeções oficiais recentes, devem chegar a R$ 164,4 bilhões -7,82% do PIB. Em 2007, mesmo que a economia cresça os 4,75% calculados pelo governo, a proporção da despesa em relação à renda nacional chegará a 7,89%.
A disparada aponta a Previdência como uma das principais causas do aumento da carga tributária na última década. Os outros grandes gastos do governo, juros e pessoal, estão em proporções inferiores e não mostram tendência de expansão em relação ao PIB. Fonte; FOLHA DE SÃO PAULO 15.09.2006

Previdência é alvo de Lula e Alckmin

Debate entre os assessores econômicos dos candidatos à Presidência da República, realizado ontem em Brasília, revelou que a questão previdenciária é hoje uma das principais diferenças entre os programas do tucano Geraldo Alckmin e do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Embora tratado como problema fiscal grave por ambos candidatos, apenas o do PSDB sinaliza com a realização de uma reforma da Previdência para reverter o déficit entre as despesas com benefícios e a arrecadação com a contribuição dos trabalhadores.  
"Essa reforma da Previdência terá de ser encaminhada, e o candidato do PSDB fará isso", afirmou o economista e professor Antonio Márcio Buanain, assessor de Alckmin, durante seminário promovido pelo Conselho Federal de Economia. Há um mês, em sabatina no jornal "O Estado de S. Paulo", o presidenciável do PSDB havia praticamente descartado uma nova reforma, dizendo que o rombo do INSS - que pode chegar a R$ 41 bilhões em 2006 - deveria ser combatido com crescimento econômico e redução do emprego informal.      
Buanain, entretanto, disse ontem que a reforma "deverá respeitar todos os direitos" e, sem detalhar qual é a posição de Alckmin, antecipou que um dos temas a ser tratado, no caso de vitória do tucano, deve ser o da idade mínima para a aposentadoria dos trabalhadores da iniciativa privada. Atualmente, não existe um limite mínimo, embora a legislação em vigor - o chamado fator previdenciário - já produza uma redução no valor da aposentadoria de todos aqueles que requisitem o benefício antes de 60 anos de idade.      
O economista Nelson Barbosa, secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda e nomeado pela cúpula petista para falar ontem sobre o programa de Lula, também elegeu o financiamento da Previdência como o grande problema estrutural do País. Devido às pressões demográficas (o envelhecimento da população brasileira), segundo ele, as despesas previdenciárias apresentam um crescimento vegetativo de 3% a 4% ao ano.   
Apesar disso, o programa de Lula e o próprio candidato já disseram que não pretendem promover uma nova reforma constitucional, nem interromper o processo de aumento do salário mínimo acima da inflação. "É possível estabilizar as contas da Previdência com crescimento econômico mais forte e aumento moderado do salário mínimo", disse Barbosa.       Em Juiz de Fora (MG), Alckmin lançou ontem o que chamou de pacote anticorrupção. Com a cartilha intitulada "Combate à Corrupção", com 14 itens, Alckmin disse que vai trabalhar para recuperar "centavo por centavo" de todo o dinheiro desviado, inclusive do mensalão.  
Uma das propostas do pacote é dotar a Advocacia Geral da União (AGU) de um setor que fique encarregado de recuperar o dinheiro desviado com corrupção e tomar medidas jurídicas. Alckmin disse que foi feito um estudo e constatou-se que "menos de 1% do dinheiro desviado é recuperado" para os cofres públicos do país.         "Vamos colocar a AGU para trabalhar com empenho nisso para recuperar centavo por centavo", disse o presidenciável tucano. Indagado se isso incluía o mensalão, Alckmin acrescentou: "De tudo". (das agências) Fonte: O POVO / CE – 15.09.2006

 

Renda sobe pela 1ª vez desde 96, mas desigualdade ainda é alta

A renda do trabalhador brasileiro teve no ano passado o primeiro aumento real desde 1996, o nível de ocupação cresceu, mas a melhora na distribuição de renda ainda é lenta. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
A remuneração média mensal dos trabalhadores a partir de 10 anos de idade alcançou R$ 805 reais no ano passado, alta de 4,6% sobre os R$ 770 de 2004. Ainda assim, a renda está 15,1% abaixo da registrada em 1996, ano em que alcançou seu ponto máximo desde o início da década de 1990.    
Como o ganho foi maior entre os mais pobres, o IBGE considera que houve uma "pequena queda na concentração das remunerações".  Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Segundo o IBGE, a melhora de 2004 para 2005 deveu-se à desaceleração da inflação e ao aumento do salário mínimo. "Em 2005, o nível da inflação foi mais baixo que o do ano anterior e houve crescimento em setores importantes da economia, embora alguns fatores adversos tenham afetado o setor da agroindústria", avalia o documento.  
Desconcentração lenta     O aumento da remuneração foi mais significativo entre as pessoas de menor renda. Entre 2004 e 2005, os 50% dos ocupados com as menores remunerações de trabalho tiveram ganho real de 6,6% e a metade com os maiores rendimentos, de 4,1%.        
O levantamento apontou ainda que os 10% dos ocupados com remuneração mais alta abocanharam 44,7% do total dos rendimentos --fatia inferior à de 47,1% vista dez anos atrás.         
No caso dos 10% com rendimento mais baixo, esse indicador saiu de 1% em 1995 para 1,1%. "Esse último resultado contribuiu para a continuação da lenta tendência de declínio na concentração dos rendimentos", acrescentou o IBGE.
O índice Gini, que mede a distribuição do rendimento, passou de 0,585 em 1995 para 0,544 no ano passado, o menor resultado desde 1981. Quanto mais perto de zero fica o índice, melhor é a distribuição. Em dez anos, esse indicador teve queda de 7%. 
Ocupação cresce    A sondagem mostrou também que o percentual de pessoas ocupadas entre a população a partir de 10 anos de idade passou de 56,5% em 2004 para 57,0% no ano passado.

É a maior leitura desde 1996 e equivale a 2,5 milhões de pessoas a mais com emprego.

"Com o aumento observado em 2005, o nível da ocupação desse ano superou todos os ocorridos de 1996 a 2004, mas ainda foi insuficiente para atingir o patamar existente na primeira metade da década de 1990", informou o IBGE. O nível de ocupação feminina aumentou de 45,6% em 2004 para 46,4%, atingindo o maior nível desde 1992.   A Pnad 2005 ouviu 408.148 pessoas em 142.471 unidades domiciliares em todos os Estados.   A pesquisa é realizada anualmente, investigando de forma permanente os temas habitação, rendimento e trabalho, e com periodicidade variável, por meio de pesquisas suplementares, outros assuntos de caráter demográfico, social e econômico. 
(Com informações da Reuters  UOL – Economia  115.09.2006

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A previdência não é deficitária

Apesar das mudanças realizadas tanto pelo governo Lula quanto pela gestão FHC, o déficit nas contas da Previdência Social nunca parou de crescer. De 1998, ano da primeira reforma, até 2005, o chamado rombo da previdência cresceu mais de 500%. Porém, há quem diga que esse déficit não deveria existir. Segundo estudo da Associação Nacional de Auditores Fiscais da Previdência Social (Anfip), a Previdência Social não é deficitária.

Apesar das mudanças realizadas tanto pelo governo Lula quanto pela gestão FHC, o déficit nas contas da Previdência Social nunca parou de crescer. De 1998, ano da primeira reforma, até 2005, o chamado rombo da previdência cresceu mais de 500%. Porém, há quem diga que esse déficit não deveria existir. Segundo estudo da Associação Nacional de Auditores Fiscais da Previdência Social (Anfip), a Previdência Social não é deficitária.        
Para a associação, há uma incoerência entre o que afirma a Constituição e como o cálculo das contas da previdência é feito. “Em nosso estudo Análise da Seguridade Social, mostramos que há um superávit no Orçamento da Seguridade Social, da qual a Previdência Social faz parte“, explica o economista da associação, Juliano Musse.        
O economista da associação lembra que a lógica da interpretação da Anfip está baseada no Artigo 194 da Constituição Federal. Segundo a legislação, “a seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social“.
Dessa maneira, o estudo da Anfip considera que a verba do orçamento da Seguridade Social deveria ser estendida à previdência. Se por acaso isso ocorresse, no ano passado teria sido possível pagar todos os benefícios da previdência e ainda sobrariam nos cofres do Tesouro cerca de R$ 19,23 bilhões. Para ver as receitas e as despesas da Seguridade Social em 2005, clique aqui.     
Em 2005, dos R$ 278,1 bilhões arrecadados pela Seguridade Social, a União gastou R$ 221,2 bilhões com despesas de previdência, saúde e assistência. O fluxo de caixa da seguridade social indica que sobraram R$ 56,8 bilhões do arrecadado pela rubrica nos cofres federais ao fim do exercício.       
“Se analisada de forma isolada, considerando apenas as contribuições sobre a folha de pagamento, a receita previdenciária é menor que as despesas com benefícios. No entanto, tal análise é equivocada se considerarmos a Previdência Social como parte integrante do tripé da Seguridade Social“, afirma Musse. Em 2005, a receita própria líquida da previdência foi de R$ 108,43 bilhões. Considerando apenas essa arrecadação, ela foi deficitária em R$ 37,57 bilhões. Este ano, sem levar em conta a Seguridade Social como um todo, a previsão é de que o déficit chegue aos R$ 41 bilhões.  
O Ministério da Previdência informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que não se pronuncia sobre os estudos da Anfip. No entanto, afirma que as informações sobre despesas com pagamentos de benefícios e arrecadação de verbas são as que constam no boletim mensal da previdência divulgado no site do ministério. Os resultados de julho deste ano indicam uma arrecadação líquida de um pouco mais de R$ 10,4 bilhões e despesas de quase R$ 13,2 bilhões.   
No ano passado, a previdência social pagou mais de R$ 171,8 bilhões. Somente de benefícios previdenciários foram repassados mais de R$ 146,8 bilhões. A maior parte desse valor ficou concentrado nas regiões urbanas, cerca de R$ 119,6 bilhões. A área rural recebeu apenas R$ 27,2 bilhões dos benefícios previdenciários concedidos no ano. 
Embora reconheça o déficit da Previdência, o ministro da Fazenda, Guido Mântega, defende que não há necessidade de mudar as regras, ao contrário de economistas que apontam para a necessidade urgente de um reajuste fiscal profundo, no intuito de conter o rombo. Para o ministro não é necessário realizar uma reforma imediata, já que, segundo ele, a situação está sob controle.    
Mesmo gerando polêmica no meio econômico, a questão da previdência vem recebendo pouca atenção dos candidatos à presidência. Os programas políticos quase não abordam o tema, que pelo que parece, não está entre as prioridades dos que disputam o posto presidencial. Na opinião de especialistas, uma nova reforma da Previdência, do porte da que foi realizada em 2003, só é possível no primeiro ano de um mandato, quando o presidente eleito tem mais força para aprovar propostas importantes no Congresso. 
Em 2003, primeiro ano da atual gestão, a reforma estipulou idade mínima para a aposentadoria dos servidores públicos, instituiu a cobrança dos inativos e com isso conseguiu amenizar a trajetória de alta do déficit. Para 2007, no entanto, não há expectativa alguma de que uma mudança do mesmo porte seja levada adiante. Pelo menos é o que indicam as campanhas eleitorais. 
 “Fonte Caroline Olinda - Do Contas Abertas” Fonte: SINTAF/RS – SINDICATO DOS FISCAIS DE TRIBUTOS DO RIO GRANDE DO SUL

 

Fundação ANFIP se consolida nos estudos sobre a Seguridade Social


A Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social foi criada em decorrência das discussões sobre a privatização da Previdência Social, iniciadas ainda no governo Collor, com o chamado “Emendão”. Um grupo de auditores se uniu em defesa da Previdência Social Pública e, por mais de um ano, levantou informações suficientes para mostrar aos parlamentares o equívoco que cometeriam caso permitissem a exploração da previdência por fundos privados. Esse trabalho culminou no arquivamento do Emendão pelo Congresso Nacional.         
A partir desse esforço da carreira em proteger os direitos constitucionais garantidos à população é que se concretizou a importância da Fundação ANFIP, uma entidade voltada para a elaboração de estudos esclarecedores sobre a Seguridade Social. A coleta sistemática de informações, a atualização constante da legislação previdenciária e a promoção de eventos destinados a simplificar o entendimento coletivo sobre o assunto têm sido os principais destaques da entidade, que trabalha também para corrigir a imagem distorcida que a imprensa e alguns órgãos do governo propagam. Esse trabalho, realizado com afinco pelos auditores fiscais que integram a diretoria e os conselhos estatutários, consolidou a entidade como especialista na elaboração de estudos sobre o tema.

Para conhecer um pouco mais a Fundação ANFIP e ter acesso às informações, visite o site www.fundacaoanfip.org.br. Na página estão ainda as publicações produzidas em parceria com a ANFIP, artigos, monografias e diversos trabalhos que tratam da Seguridade Social. No sítio é possível também que auditores fiscais e pessoas interessadas no assunto se cadastrem como consultores da Fundação e contribuam assim para o aprimoramento dessa rede social.

 

FGTS faz 40 anos e acumula R$ 20,6 bilhões

Com um patrimônio líquido disponível de R$ 20,6 bilhões, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) completou ontem 40 anos de existência, período em que se consolidou como a principal fonte de recursos, no País, para obras de saneamento básico e financiamentos habitacionais para a população de renda média e baixa.    Com boa parte dos recursos aplicados em títulos do governo, que no mínimo têm remuneração igual à taxa básica, a Selic, o fundo também se beneficiou do bom rendimento proporcionado pelas altas taxas de juros. Agora, com a tendência de queda dos juros, os gestores do fundo têm o desafio de encontrar alternativas rentáveis para investir os recursos dos trabalhadores.   
'É preciso vislumbrar outras aplicações de longo e médio prazos, diante dessa peculiaridade da Selic em queda', afirmou o secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS, Paulo Furtado. Foi nesse contexto, relatou Furtado, que o conselho resolveu há duas semanas dar sinal verde para o governo enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que permita a aplicação de parte do patrimônio líquido do fundo no financiamentos do setor de infra-estrutura.          Formado por representantes do governo, dos empregadores e dos trabalhadores, o conselho é que fixa as regras de utilização do dinheiro do FGTS.         Para Furtado, além de contribuir para diversificar os rendimentos do fundo, a autorização para que até R$ 5 bilhões dos R$ 20 bilhões disponíveis sejam direcionados à infra-estrutura vai também ajudar a dinamizar esse setor da economia. As regras de aplicação ainda estão sendo estudadas pela equipe técnica do Ministério do Trabalho. Furtado ressaltou, no entanto, que o principal cuidado a ser observado na proposta será manter o equilíbrio financeiro do fundo. 'Temos um compromisso com os trabalhadores e isso não pode ser esquecido.'        
Pelos dados do conselho do FGTS, o patrimônio total do fundo chega a R$ 176 bilhões, mas nesse número estão incluídos todos os compromissos com financiamentos e projetos e as 448,6 milhões de contas de trabalhadores da iniciativa privada. Criado em setembro de 1966 como uma compensação pelo fim da estabilidade no emprego, que era garantida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o FGTS destina hoje 60% dos seus recursos para habitação popular e 30% para saneamento básico.  O restante vai para projetos de infra-estrutura urbana necessários à complementação das moradias populares. Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO 14.09.2006

 

Secretário esclarece direitos de trabalhadores domésticos em seminário


O secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, realizou hoje (13) palestra durante o Seminário Nacional Ampliando os Direitos das Trabalhadoras Domésticas, quando falou sobre a Previdência Social e os direitos dos trabalhadores domésticos. Além de ressaltar as ações do governo federal na construção de políticas que permitam a essa classe o acesso aos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Schwarzer comentou sobre a medida provisória editada em março deste ano e transformada na Lei 11.324, que incentiva a formalização dos trabalhadores domésticos por meio do desconto no Imposto de Renda das contribuições previdenciárias Atualmente, além dos direitos garantidos na Lei 11.324, a Previdência Social assegura às empregadas domésticas o direito à aposentadoria por invalidez, por idade e por tempo de contribuição, auxílio-doença e auxílio-maternidade, além de pensão por morte e auxílio-reclusão para os dependentes. O evento, promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Ministério do Trabalho e Emprego, teve apoio do Ministério da Previdência Social. Fonte: Notícias da ANFIP

 


ANFIP debate previdência com entidades

Em mais uma rodada de debates sobre a Previdência Social, a ANFIP, AMB, Conamp, Febrafite e Unafisco destacaram o principal ponto que os servidores públicos, em especial os de carreiras típicas de Estado titulares de cargos efetivos e vitalícios, devem enfatizar: o regime próprio de previdência social. A reunião aconteceu hoje (14) na sede da AMB, em Brasília.    
Durante a reunião, o presidente da ANFIP, Ovídio Palmeira Filho, destacou também que é preciso analisar todos os aspectos da Previdência, como a questão do déficit levantando pelo governo, que a ANFIP contesta com estudos técnicos, e o regime geral de previdência, maior distribuidor de renda do país. Os representantes ressaltaram ainda a necessidade de as entidades definirem ações conjuntas voltadas para o regime de aposentadorias e pensões dos servidores públicos, já que o discurso do governo e dos candidatos à próxima gestão é de novas reformas no sistema, que, historicamente, causam prejuízos aos servidores.     
As mudanças realizadas no passado foram listadas para que os representantes tenham a real noção dos direitos e garantias que foram sendo retirados ao longo dos anos. Para o vice-presidente da AMB, desembargador Aymoré Roque, é preciso que as entidades aprofundem esse debate e disseminem sistematicamente informações que mostrem aos servidores a situação dos regimes próprios. “É preciso abrir a caixa preta e esmiuçar essas questões que são de interesse público”, ressaltou.       
As reuniões promovidas pelas entidades visam à defesa da previdência social e à unificação das ações das entidades que representam carreiras essenciais para o serviço público e para o Estado. Os representantes já agendaram nova reunião e continuarão estudando formas de defender a Previdência Social. Fonte: Notícias da ANFIP

 

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