Fórum: 95% dos idosos são vítimas de abusos financeiros por parentes
RIO - Os crimes
de abuso financeiro são atualmente os que mais atingem os idosos
brasileiros. Esta foi uma das constatações dos participantes do 6º Fórum
de Políticas Públicas para a Terceira Idade – A Violência contra a Pessoa
Idosa, promovido nesta segunda-feira pela UnATI/Uerj (Universidade Aberta
da Terceira Idade/ Universidade do Estado do Rio de Janeiro). São
recorrentes as situações de idosos que têm suas pensões e aposentadorias
gastos por familiares, cartões magnéticos retidos por parentes ou são
obrigados a contrair empréstimos consignados a pedido de filhos ou outros
integrantes da família, que acabam não pagando as dívidas geradas pelo
empréstimo. Integrante da comissão permanente do idoso da Câmara de
Vereadores do Rio de Janeiro, a vereadora Cristiane Brasil, uma das
debatedoras do Fórum, apresentou estimativas alarmantes. Dos 3.137
atendimentos prestados pela comissão até junho deste ano, 232 configuraram
violência contra o idoso, sendo que 32% - a maioria deles - dizem respeito
à apropriação indevida de pensão ou aposentadoria. A pior notícia é que
95% dos autores do abuso são parentes das vítimas.
Podemos observar
claramente que o afeto que estas famílias destinam a seus idosos está
relacionado à pensão recebida por eles. Isto está de acordo com dados que
mostram que, atualmente, 40% dos aposentados são os responsáveis por
sustentar financeiramente suas famílias. Isso sem, é claro, ter voz de
comando na casa. Muitas vezes esses idosos não podem nem mesmo dizer o que
desejam fazer do próprio dinheiro – revelou a vereadora, de acordo com a
assessoria.
Outra debatedora
do Fórum, a delegada Catarina Noble, da Delegacia Especial de Atendimento
às Pessoas da Terceira Idade (Deapti), confirmou a forma mais em voga de
violência contra o idoso. Segundo a delegada, a retenção de cartão
magnético, o abandono material e a indução a empréstimos irregulares são
as principais infrações cometidas contra pessoas idosas, ao lado de lesões
corporais, maus tratos e ameaças. O idoso precisa ter cuidado antes de
abrir o seu coração. É claro que nem todas as pessoas são más. Pelo
contrário, a maioria é gente de bem, mas o mundo está muito diferente e é
preciso ser precavido – alertou a delegada.
Diante deste
quadro, a pesquisadora da área de Geriatria e Gerontologia Laura Machado
destacou a importância da mobilização em torno das denúncias de situações
de violência contra os idosos.
Nós, como
cidadãos, temos a obrigação de denunciar todo tipo de violência, seja à
delegacia especializada, seja ao Ministério Público, seja à comissão
permanente do idoso. Até mesmo reações menos drásticas, como conversar com
os envolvidos na situação, são válidas. A melhoria deste quadro depende de
todos nós – defendeu Laura Machado, segundo a assessoria.
Após a exposição
dos debatedores, o Fórum, comandado pela assistente social Sandra Rabello
de Frias, coordenadora dos Projetos de Extensão UnATI/Uerj, foi aberto aos
ouvintes. O professor Renato Veras, diretor da UnATI, destacou o
surpreendente interesse que o tema da violência passou a ter para os
idosos. Até bem pouco tempo, não poderíamos imaginar que este tema seria
tratado em um fórum destinado à terceira idade. Infelizmente, os casos de
violência contra o idoso estão se tornando cada dia mais comuns – disse
Veras, antes de anunciar que a UnATI prepara uma grande festa para a
comemoração dos seus 15 anos de atividades, em agosto.
Fonte: JB Online
Assessoria de Comunicação: Lydia Costa - Conrerp-DF 771Redação: Lívia
Rospantini
Colaboração: Assessoria: Parlamentar(Marcelo Camargo);
Socioeconômica(Maurício Oliveira);
Política(Floriano Sá Neto); Jurídica (Daisson Portanova).SBN
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GESTÃO: Pimentel destaca valorização do servidor para melhorar serviço à
população
NSS mantém programa de educação continuada para capacitar
pessoal
Da Redação (Brasília) -
Ao participar hoje (26) da abertura da oficina Modernização da Gestão
Tática do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o ministro da
Previdência Social, José Pimentel, destacou a importância de políticas de
investimento em capacitação e valorização dos servidores.
O ministro lembrou que a criação do plano de carreira e a execução
de programas de qualificação profissional são medidas de gestão de pessoal
que refletem diretamente na melhoria do atendimento aos segurados. “As
instituições que prestam serviços à população devem qualificar melhor e
remunerar dignamente o seu pessoal para elevar a qualidade do
atendimento”, afirmou o ministro.
Ao lembrar os 85 anos da Previdência, José Pimentel fez uma análise
de todo o sistema, destacando as várias mudanças que ocorreram desde a sua
criação, os avanços e as mudanças mais significativas. “Esta reflexão é
oportuna porque nos permite analisar o que fizemos de bom e o que deve ser
feito para que amanhã possamos dizer que valeu a pena servir a nossa
previdência pública brasileira”, afirmou Pimentel.
O presidente do INSS, Marco Antonio de Oliveira, ressaltou os
esforços que vêm sendo adotados para aumentar os investimentos em
capacitação de pessoal que tem como objetivo estimular os servidores e
melhorar a gestão de atendimento. Ele lembrou que o programa de educação
continuada foi implementado no ano passado e atualmente está totalmente
estruturado.
Marco Antonio anunciou que, neste ano, serão oferecidas 50 mil
oportunidades de capacitação em três áreas estratégicas: gestão,
atendimento e competência técnica. “De nada adianta investir na ponta,
tentar melhorar o atendimento, se não cuidarmos da capacitação, o que é
fundamental para a adoção de medidas de pronto-atendimento, do tratamento
digno ao segurado e de garantia ao cidadão do seu direito previdenciário”,
afirmou. O presidente do INSS também destacou a importância de se adotar
um padrão remuneratório e uma carreira estruturada para fixar o servidor
nos seu posto de trabalho. “Se não adotarmos estas medidas, todo o esforço
de melhoria e capacitação irão se perder”, observou Marco Antonio.
Também participaram da abertura do evento o diretor do Departamento
de Recursos Humanos do INSS, Dedilson Nunes, o diretor do Centro de
Seleção e Eventos da Universidade de Brasília, Mauro Rabelo, e o
vice-presidente de Gestão e Pessoas e Responsabilidade Sócio-Ambiental do
Banco do Brasil, Luiz Osvaldo Santiago. A oficina conta com a participação
dos gerentes regionais e executivos do INSS em todo o país. O objetivo do
evento, que termina amanhã (27), é sensibilizar os gestores para uma
atuação integrada, proporcionando o desenvolvimento de ações em
consonância com os valores, políticas e estratégias do INSS. Informações
para a Imprensa Mauren Rojahn (61) 3317-5113 ACS/MPS
14:53 - 26/06/2008
Petistas alertam para
e-mail falso que anuncia fim do 13° salário
Circula na internet um e-mail, sem
autoria, anunciando o fim do pagamento do 13º salário e atribuindo o fato
à votação de projeto pela Câmara dos Deputados. O texto vem provocando
confusão e indignação entre os internautas. A Secretaria da Mesa Diretora
da Câmara confirma que tem recebido freqüentes ligações de populares que
buscam mais informações sobre o tema. Segundo o e-mail, os deputados
teriam acolhido a proposta que agora estaria tramitando no Senado.
Os boatos, na realidade, fazem menção ao
PL 5483/01, do governo Fernando Henrique Cardoso, que flexibilizava
dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir que,
a partir de convenções coletivas de trabalho, se contratasse empregados em
regime de trabalho precarizados.
O projeto, entretanto, tramitou na Câmara
até maio de 2003 quando o Congresso aprovou a Mensagem nº 78/03, da
Presidência da República, na qual o presidente Lula solicitou o
arquivamento do projeto nas duas Casas: Câmara e Senado. Mesmo assim,
muitas mensagens eletrônicas têm circulado afirmando que o projeto foi
aprovado e que os trabalhadores estão sendo enganados.
No texto divulgado pela internet, os
impostores chegam a citar nomes de parlamentares que votaram a favor da
proposta. Em uma de suas últimas edições, a mensagem cita alguns
parlamentares da bancada petista como sendo responsáveis por sua aprovação
quando, na realidade, foram esses mesmos parlamentares que lutaram e lutam
para consolidar ainda mais as leis trabalhistas brasileiras. Citado em uma
das mensagens, o deputado Vicentinho (PT-SP), antigo militante em
prol das causas trabalhistas, tem se desdobrado para esclarecer seus
correligionários de que o e-mail trata-se de um golpe virtual, assim como
diversos outros crimes comuns na rede mundial de internet.
"Mesmo que esse projeto existisse na pauta
da Câmara, com certeza votaríamos contra. Sempre lutamos para ampliar os
direitos trabalhistas, e é inaceitável que tenhamos tanta vulnerabilidade
com relação à aplicação de golpes pela internet", queixou-se Vicentinho.
Recentemente, ao tomar conhecimento do
conteúdo do e-mail, o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia
(PT-SP), em plenário, também desmentiu o seu conteúdo e pediu às
autoridades brasileiras que investiguem a autoria da mensagem e puna os
seus autores. Chinaglia lamentou que ainda existam pessoas que acreditem
nessas inverdades e reforçou o interesse do Parlamento brasileiro e do
governo de ampliar os direitos trabalhistas para valorizar cada vez mais
os trabalhadores. Fonte: INFRMES PT 26.06.2008
Auxílio conta como tempo para aposentadoria
JUSTIÇA FEDERAL
DEFINE QUE TEMPO DE RECEBIMENTO DO AUXÍLIO-DOENÇA ENTRA NA CONTAGEM DA
CARÊNCIA PARA A APOSENTADORIA POR IDADE
Os segurados
que vão pedir a aposentadoria por idade, mas não cumpriram o tempo mínimo
de contribuição exigido pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social),
podem ser beneficiados por uma nova decisão da Justiça Federal. A TNU
(Turma Nacional de Uniformização), última instância dos Juizados Especiais
Federais, reconheceu como válida a contagem do período de recebimento do
auxílio-doença como tempo de contribuição para aposentadoria. Para se
aposentar por idade o segurado precisa ter, além da idade mínima (65 anos
para homens e 60 para mulheres), um certo número de contribuições (veja as
regras no quadro ao lado). Se essa carência não for cumprida, o benefício
é negado pelo INSS. "A Justiça, no entanto, decidiu, acertadamente, que o
segurado pode incluir o tempo de recebimento do auxílio-doença na contagem
da contribuição", comentou Gustavo Alves, presidente do Iape (Instituto do
Advogados Previdenciários de São Paulo).
Carência
Quando o segurado pede a aposentadoria por idade no posto do INSS, é feita
a verificação apenas dos meses de contribuição para confirmar se a
carência foi cumprida ou não. Em 2008, de acordo com a tabela do INSS, a
carência para a aposentadoria por idade é de 13 anos e meio para os
segurados inscritos no INSS até 24 de julho de 1991. Até 2011, essa
exigência aumenta seis meses por ano, até chegar a 15 anos. Para os
segurados inscritos a partir de 25 de julho de 1991, a exigência é de, no
mínimo, 15 anos de contribuição. "O avanço é que, para a Justiça, essa
carência agora inclui as contribuições e também o tempo de recebimento de
algum benefício por incapacidade", disse Alves. A decisão da TNU acabou
com uma polêmica na Justiça. No TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª
Região), que inclui São Paulo e Mato Grosso do Sul, a ação de um segurado
do juizado de Osasco foi julgada em favor do INSS, e a contabilização do
tempo de auxílio não foi aceita. Já a Turma Recursal do Rio Grande do Sul,
no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), adota como válida a
contabilização do tempo de auxílio para o cumprimento da carência no
pedido da aposentadoria por idade.
Outra decisão
Essa não foi a primeira decisão que facilitou a aposentadoria por idade.
Na Justiça, são comuns decisões em favor de segurados que já tem a idade
para se aposentar, mas só conseguem cumprir a carência que estava em vigor
no ano em que a idade mínima foi atingida. Exemplo: o segurado tem hoje 67
anos e 12 e meio anos de contribuição. Como ele fez 65 anos há dois anos,
a carência na época era de 12 anos e meio. Assim, mesmo a carência atual
sendo de 13 anos e meio, ele tem o benefício. (Juca
Guimarães) Fonte: Jornal AGORA 27.06.2008
Faappa - Emídio
Rebelo Filho
Audiência
A Audiência Pública realizada no Senado
Federal dia 12 de junho, com o debate sobre a violência contra a pessoa
idosa, atendendo requerimento dos senadores Paulo Paim e Leomar
Quintanilha, resultou na proposição de mais dois eventos a serem marcados
para breve. Educação e Previdência Social foram os temas escolhidos, após
a exposição do representante da Cobap no Conselho Nacional dos Direitos do
Idoso – CNDI.
Exposição
A exposição teve como destaque, além da
violência e discriminação, a Análise da Conta Seguridade Social em 2007,
elaborada pela Associação dos Auditores Fiscais da Previdência Social e
Fundação Anfip, demonstrando os resultados superavitários do exercício e
dos sete anos anteriores, que acusam saldos de elevados valores,
contrastando com a permanente divulgação do Governo de que não existe
recursos para ajustar os proventos dos aposentados e pensionistas, com o
mesmo percentual concedido ao salário mínimo.
Homenagem
Aos 88 anos de idade, o ex-governador,
ex-ministro e ex-senador Jarbas Passarinho, recebe, dentre tantos outros
títulos, o diploma de Professor Honoris Causa da Universidade do
Legislativo Brasileiro (Unilegis). É o reconhecimento pelos relevantes
serviços prestados ao Brasil durante toda a trajetória de sua vida e que o
distingue pela correção do cidadão que dignifica a sua conduta, sevindo de
exemplo à posteridade.
Estudo
O Governo anuncia estudo para modificar
a forma de reajuste para aposentados e pensionistas que ganham acima do
salário mínimo. Entende-se que não há necessidade para apresentação de uma
nova fórmula. Ora, se está caracterizado o superávit na Conta Seguridade
Social, aplique-se o mesmo percentual a todos os segurados do Regime Geral
da Previdência Social, evitando-se a discriminação.
Informais
O novo ministro da Previdência Social,
Deputado Federal José Pimentel, tem como uma de suas metas a regularização
dos trabalhadores informais, fazendo com que integrem o sistema
previdenciário milhões de brasileiros, que poderão contribuir para o INSS
e, futuramente, terem assegurados os benefícios oferecidos pelo Instituto,
propiciando-lhes na velhice os recursos financeiros da aposentadoria.
Discriminação
A direção da Sudam tem que rever a
posição tomada em relação aos aposentados, proibindo-os de acesso às
dependências do órgão onde prestaram relevantes serviços, sofrendo com a
medida implantada pura discriminação. Espera-se que a decisão dos
dirigentes seja reformulada e os ex-funcionários voltem a ter o mesmo
tratamento que sempre tiveram. Temos certeza que o acesso voltará à
normalidade de antes.
Aprovação
Obteve aprovação na Comissão Especial do
Salário Mínimo, dia 11 do corrente, a paridade para a concessão de um
único percentual a todos os aposentados e pensionistas do Regime Geral da
Previdência Social. Entretanto, o Governo, através dos seus aliados, se
movimenta para derrubá-la no plenário da Câmara dos Deputados. No Senado
temos assegurada vitória pelos senhores senadores.
Substituição
Assumiu a Confederação Brasileira de
Aposentados e Pensionistas (Cobap), o Sr. Hermélio Soares Campos.
Substitui o Sr. Benedito Marcílio que se licenciou do cargo para ser
candidato a vereador em Santo André/SP. Hermélio tem como objetivo
defender seus representados, o crescimento da Confederação e todos os
projetos que tramitam no Congresso Nacional, pugnando pela aprovação.
Almejamos pleno sucesso.
Debate
No próximo dia 10 de julho haverá
Audiência Pública promovida pela Comissão de Seguridade Social e Família
da Câmara dos Deputados, com a finalidade de realizar debate relacionado a
modificar a forma de cálculo dos benefícios, com o fim do fator
previdenciário. Participarão da Audiência Cobap, Anfip, Ipea e Ministério
da Previdência Social. O projeto em análise é de autoria do Senador Paulo
Paim.
Gratuidade
Parece-nos que os dirigentes do Clube do
Remo e Paissandu voltarão com investida contra as pessoas idosas,
aposentados e pensionistas, que tem a gratuidade assegurada nos estádios
de futebol do Estado. Recente manifestação foi publicada neste Jornal.
Imaginem, a alegação para o pleito é afirmarem que a Lei que concede a
gratuidade é inconstitucional. O Ministério Público será acionado
novamente.
Bené
Há poucos dias o Estado do Pará perdeu
um ilustre filho. Benedito Wilfredo Monteiro nasceu em terras ximangas.
Alenquer o tinha como ídolo e assim permanecerá. Homem simples, poeta,
romancista, jornalista, escritor, advogado, promotor, político,
compositor, intelectual e imortal da Academia Paraense de Letras. Se algo
esqueci, os alenquerenses, com absoluta certeza lembrarão. Sua vida foi
marcada pela sagacidade de saber viver bem. Desapareceu uma biblioteca.
Consignado
O aposentado ou pensionista deve ter o
máximo de cuidado quando pretender contrair empréstimo consignado em folha
de pagamento. Dinheiro fácil pode ser uma armadilha, principalmente quando
é feito através de intermediário. Antes de proceder a operação de crédito
se certifique corretamente dos documentos que vão ser assinados. Não
informe seus dados cadastrais quando solicitado por telefone ou pessoa
desconhecida. Acautele-se. Não se torne vítima de empréstimo
desnecessário.
Educação “O grau de educação de um
povo é que indica o quanto este é rico ou pobre.” (Cristóvam Buarque)
Emídio Rebelo Filho (Presidente da Diretoria Executiva)
FATOR
PREVIDENCIÁRIO Desestímulo à aposentadoria
Atual sistemática retarda a concessão do
benefício para quem deseja ´pendurar as chuteiras´ mais cedo
Aposentar-se com
uma remuneração mais próxima do que se ganha na ativa é o sonho de todo
brasileiro. Entretanto, para que isto aconteça, muitos trabalhadores
acabam tendo que trabalhar mais do que o previsto, mesmo com tempo
suficiente de serviço. Esta é a situação de quem pretende ´pendurar as
chuteiras´ hoje no Brasil. À mercê de mecanismos como o fator
previdenciário, o cidadão brasileiro se vê estimulado a adiar a
aposentadoria. Isto porque, quanto menor for a idade na época da
solicitação, maior será o tempo de pagamento do benefício e,
conseqüentemente, menor o seu valor. Sem contar que, para os
trabalhadores inscritos na Previdência à época da Reforma Previdenciária,
em 1998, estas pessoas, ao requererem aposentadoria proporcional por tempo
de contribuição, terão que cumprir um tempo a mais, chamado de ´pedágio´,
que corresponde a 40% do período que faltava em 16 de dezembro daquele ano
para que completasse pelo menos 30 anos de serviço no caso do homem, ou 25
anos, para a mulher. Fazendo as contas, explica o especialista em
Direito Previdenciário da Fortes Advogados, José Ernane dos Santos, se um
homem tinha 20 anos de contribuição em 16 de dezembro de 1998, seriam
necessários mais 10 anos para completar os 30 anos. ´Entretanto, devido à
aplicação do pedágio, essa pessoa terá que cumprir os dez anos mais quatro
anos de contribuição (40% de 10), ou seja, somente poderá solicitar
aposentadoria proporcional após 34 anos de contribuição. Já a mulher que
tivesse 20 anos de contribuição em 16 de dezembro 1998 precisaria de mais
cinco anos para completar os 25 anos. Os cinco anos (60 meses), com o
pedágio, passaram a ser sete anos (84 meses)´, expõe o advogado.
Pressão
No caso do fator previdenciário, ele
afirma que esta foi uma forma encontrada pelo governo para retardar os
pedidos de aposentadoria. Seu maior prejuízo para o trabalhador, diz o
especialista, recai sobre aqueles que desejam se aposentar mais cedo.
´O fator previdenciário visa desestimular
as pessoas mais jovens que tenham completado o tempo necessário para
aposentadoria por idade (onde a aplicação é facultativa) e por tempo de
contribuição, pois quanto mais cedo o segurado requerer a sua
aposentadoria menor será o valor de sua renda mensal´, diz. ´Pode ser
que o trabalhador tenha contribuído para a Previdência Social com o valor
máximo, todavia, a aplicação do fator impedirá que ele receba
aposentadoria no valor do teto´, emenda José Ernane.
Expectativa de vida
Para advogada Daniela Carvalho, da
paulista Maluly Advogados, também especialista em direito previdenciário,
vale ressaltar que, antigamente, a estimativa de vida do brasileiro era
até os 65 anos. Hoje, esta estimativa subiu para entre 75 e 80 anos, o que
atinge diretamente a contagem e o valor da aposentadoria, quando se aplica
o fator previdenciário, que leva em conta na hora do cálculo do benefício
essa expectativa.
Para entender melhor a aplicação do
dispositivo, ela imagina o caso de João, um trabalhador hipotético que
pretende se aposentar com 55 anos de idade, depois de ter contribuído 35
anos para a Previdência, sobre um salário médio de R$ 2 mil. ´Com a tábua
de expectativa de vida antiga, as características de João resultariam num
fator previdenciário de 0,7344, número que aplicado sobre os R$ 2 mil,
totalizaria um benefício de R$ 1.468,80. Com a expectativa de vida maior,
o fator previdenciário passa a ser de 0,7285 e a mesma aposentadoria a
partir de agora, será de R$ 1.457,00, uma redução de R$ 11,80 ou o,8%´,
explica.
O fator previdenciário, conforme os
especialistas, não é utilizado no cálculo da aposentadoria por invalidez,
pensão, auxílio-doença e nos casos em que o segurado já tenha adquirido
direito à aposentadoria até 26 de novembro de 1999. Na aposentadoria por
idade, o uso do fator previdenciário é opcional e somente será adotado
quando resultar em benefício de valor inicial mais vantajoso para o
segurado.
FIQUE POR DENTRO Entenda como funciona o
mecanismo Mecanismo
criado no governo FHC, o fator previdenciário tem como finalidade
equilibrar o valor inicial do benefício em função da expectativa de
sobrevida do segurado. Seu cálculo leva em conta idade, data da
aposentadoria, tempo de contribuição e expectativa de sobrevivência. No
caso de aposentadoria pelo tempo mínimo de contribuição (30 anos para
mulheres e 35 para os homens), o fator funciona como um redutor do valor
do benefício. Acima do tempo mínimo, poderá aumentar o valor da
aposentadoria. A idade é fixada em anos completos, na data em que o
segurado requer a aposentadoria. O tempo de contribuição corresponde ao
tempo em que o segurado contribuiu para a previdência social, observadas
as regras de reciprocidade entre o INSS e outros regimes previdenciários.
É aplicado nos cálculos de aposentadoria por tempo de contribuição e
especial. ANCHIETA DANTAS JR.Repórter
– REPRODUZIDO por
Sylvio Micelli
-22/06/2008 Diário do Nordeste/CE
Contribuição previdenciária prescreve em 30 anos
Súmula Vinculante -
Contribuição previdenciária prescreve em 30 anos
O Supremo Tribunal Federal editou a
Súmula Vinculante 8, declarando a inconstitucionalidade dos artigos 45 e
46 da Lei 8.212/91, que previam, respectivamente, prazos decadencial e
prescricional de 10 anos para as contribuições devidas à Seguridade
Social. O fundamento da decisão foi que lei ordinária não pode dispor
sobre prazos de decadência e prescrição de tributo, questões reservadas à
lei complementar (artigo 146, III, “b”, da Constituição Federal).
Portanto, para a decadência do direito à
constituição dos créditos tributários, inclusive das contribuições
previdenciárias, o prazo é de cinco anos, a teor dos artigos 150,
parágrafo 4º e 173, I, ambos da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966
(Código Tributário Nacional), recepcionada pela CF de 88 como lei
complementar. Já para a prescrição das contribuições previdenciárias, o
prazo é trintenário, em razão de dispositivo em vigor com status
de lei complementar, aplicável às contribuições previdenciárias.
A vigência de novo ordenamento
constitucional acolhe toda a normatização que com ele não seja
conflitante: com o advento da Constituição Federal de 88, foi recepcionado
o disposto no artigo 2º, parágrafo 9º, da Lei 6.830, de 22 de setembro de
1980, que, no tocante às contribuições previdenciárias, estabeleceu prazo
prescricional trintenário. Esse dispositivo é norma especial e posterior
ao artigo 174 do CTN (Lei Ordinária antes da Constituição Federal de
1988). Lembramos que a questão da prescrição, no período de vigência da
constituição pretérita, era matéria objeto de lei ordinária, razão pela
qual o artigo 174 do CTN poderia derrogado por lei ordinária naquela
época.
E mais: tal como ocorreu com o CTN, por
tratar de norma geral de Direito Tributário, também o artigo 2º, parágrafo
9º, da Lei 6.830/80 foi recepcionado como lei complementar, por tratar de
prescrição em matéria tributária. Das duas, uma: ou a prescrição de
contribuição previdenciária é matéria de lei complementar, por versar
sobre norma geral de direito tributário, ou o artigo 46 da Lei 8.212/91
seria válido. O STF decidiu pela primeira alternativa: é matéria de lei
complementar.
A Súmula Vinculante 8 do STF não afirma a
aplicabilidade do artigo 174 do CTN às contribuições previdenciárias:
apenas afirma a inaplicabilidade de três artigos de lei ordinária que
trataram de matéria reservada à lei complementar. Desse modo, as
contribuições previdenciárias continuam com prazo prescricional de 30
anos, o que só pode ser alterado por meio de Lei Complementar, a teor do
disposto artigo 146, III, "b", da Constituição Federal de 1988.
Contudo, como o STF ainda não apreciou a
aplicabilidade do parágrafo 9º do artigo 2 da Lei 6.830/80 como
dispositivo com status de Lei Complementar a reger a prescrição das
contribuições previdenciárias, deve ser admitido, para fins de concurso
público e de exame de ordem (note-se bem: para fins de concurso e de exame
de ordem!), que o prazo prescricional das contribuições previdenciárias (e
dos demais tributos) é de cinco anos.Já os procuradores que atuam na
execução de dívida ativa devem sustentar que o prazo prescricional das
contribuições previdenciárias é de trinta anos, especialmente quando o
juiz abrir “vista” para a necessária manifestação do exeqüente, prevista
no artigo 40, parágrafo 4º, da Lei 6.830/80. Revista
Consultor Jurídico reproduzido por
Sylvio Micelli -22/06/2008 17:18
Unifas World elege
Paim o senador do ano
O trabalho desenvolvido pelo senador
Paulo Paim no campo social fez com que a União Feminina das Américas (Unifas
World) o elegesse “Melhor Senador do Ano”. A homenagem “Senador Nelson
Carneiro” lhe será entregue em outubro durante o II Fórum Mundial da
Unifas, que será realizado em Brasília. Segundo a presidente do jornal
News Flashes, publicação da Unifas, Margarida Chaulet, Paim foi escolhido
por ser “sensível às causas em todos os âmbitos e aspectos”. Completou
elogiando a postura do parlamentar. “Seu comportamento dentro do Congresso
deve servir de exemplo”, disse. O trabalho desenvolvido pelo senador Paulo
Paim no campo social fez com que a União Feminina das Américas (Unifas
World) o elegesse “Melhor Senador do Ano”. A homenagem “Senador Nelson
Carneiro” lhe será entregue em outubro durante o II Fórum Mundial da
Unifas, que será realizado em Brasília.
Segundo a presidente do jornal News
Flashes, publicação da Unifas, Margarida Chaulet, Paim foi escolhido por
ser “sensível às causas em todos os âmbitos e aspectos”. Completou
elogiando a postura do parlamentar. “Seu comportamento dentro do Congresso
deve servir de exemplo”, disse.
Paim recebeu a notícia na manhã de hoje
(16) das representantes da Unifas World Margarida Chaulet, Leila da Cruz
Silva de Magalhães e Márcia Moreira Santos. “Fico muito emocionado com
essa iniciativa, principalmente por ela ter vindo das mulheres da América.
Mulheres estas que por sua bonita história de vida são verdadeiras
heroínas. Faço meu trabalho com muito amor e dedicação e minha luta pelos
direitos da nossa população vai continuar enquanto eu viver”, declarou.
Jornal News Flashes
– A última edição do jornal News Flashes traz uma matéria sobre a vida do
senador Paulo Paim com ênfase para alguns projetos de sua autoria. Entre
eles destacam a Lei 9.459/97, que torna inafiançáveis os crimes de
racismo; os estatutos do Idoso (Já transformado em Lei), da Igualdade
Racial e da Pessoa com Deficiência.
Congresso aprova
projeto de lei que reajusta salário do funcionalismo
Deputados e senadores aprovam crédito
extra de R$ 7,5 bilhões que serão usados na concessão de aumentos
acertados entre governo federal e funcionários. 800 mil trabalhadores
serão beneficiados
O Congresso Nacional aprovou, nesta
quinta-feira (19), em sessão conjunta da Câmara e do Senado o projeto de
lei do Executivo que substitui a MP 430 e abre crédito extraordinário no
valor de R$ 7,56 bilhões ao Orçamento deste ano. O reforço de caixa será
utilizado para pagar os reajustes prometidos ao funcionalismo federal,
inclusive aqueles que ainda não foram anunciados. A verba prevista em lei
para recompor salários na administração pública em 2008 era de apenas R$
3,5 bilhões. Como os acordos com os sindicatos extrapolaram todos os
níveis previstos, o governo se viu obrigado a pedir autorização para
gastar mais. Na primeira leva, em maio, 800 mil servidores civis de 17
categorias foram contemplados, mas não receberam aumento algum. Os
militares também entraram no pacote, e, ao contrário dos civis, já tiveram
suas remunerações corrigidas.
Ainda faltam setores
Restam agora entre 15 e 20 setores,
aproximadamente, num total de 300 mil funcionários. As negociações com
essas categorias estão avançadas. Nesta semana, o Ministério do
Planejamento intensificou o contato com os representantes dos servidores e
conseguiu fechar novas tabelas remuneratórias que serão implantadas de
forma escalonada até 2010. Aguardam na fila trabalhadores do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), funcionários
administrativos do Ministério da Fazenda, da Advocacia-Geral da União
(AGU), da Ciência e Tecnologia entre outros. O plano do governo é editar
uma supermedida provisória com as previsões de reajustes em breve. O
ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou ontem que isso deverá
ocorrer até o fim deste mês. Segundo ele, pequenos detalhes ainda estão
sendo discutidos. Entre os que ainda não fecharam acordos e correm contra
o tempo para não ficarem de fora da MP estão os servidores das agências
reguladoras, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do
Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A área técnica do
Ministério do Planejamento ainda avalia se serão necessários outros
ajustes no Orçamento. Como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
determinou à equipe econômica que o gasto público seja contido, o esforço
é para que a fatura do funcionalismo não custe mais caro do que o
esperado.
Demora
A Confederação dos Trabalhadores no
Serviço Público Federal (Condsef) informou que, no que depender dos
servidores, a folha de pessoal ficará dentro das expectativas da União. A
entidade criticou a demora do governo em pagar o reajuste aos civis. “O
problema é que o Imposto de Renda vai comer quase tudo. É lamentável. Os
servidores acabaram prejudicados”, disse Josemilton Costa,
secretário-geral da Condsef. Como desistiu de uma folha suplementar, o
Planejamento incluiu os aumentos no contracheque de junho. De acordo com a
Condsef, cerca de 70% dos favorecidos com aumentos serão vítimas de uma
mordida maior do Leão, saindo da alíquota de 15% (R$ 1.372,82 a R$
2.743,25) para a de 27,5% (acima de R$ 2.743,25).
(Fonte: CB) Fonte: DIAP 20/06/2008.
Câmara aprova
reserva maior de moradia popular para idosos
A Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania aprovou na última quarta-feira (18), em
caráter conclusivo, o Projeto de
Lei
129/07, do deputado Vanderlei
Macris (PSDB-SP), que permite reservas maiores que 3% para idosos nos
programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos públicos. A
proposta altera o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03), que prevê atualmente
3% de reserva, e será enviada para análise no Senado. A votação seguiu o
parecer do relator, deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ). Originalmente, o
projeto ampliava as reservas para 5%. No entanto, a Comissão de
Desenvolvimento Urbano entendeu que seria temerário o simples aumento sem
o conhecimento real da demanda por moradia para essa faixa etária.
"Considero importante não bloquear as possibilidades de elevação do
percentual de imóveis que hoje têm de ser reservados à população idosa,
desde que a qualificação prévia da demanda de um projeto habitacional
aponte essa necessidade", defendeu o ex-deputado Edson Santos (PT-RJ),
atualmente ministro da Igualdade Racial, que foi relator na comissão de
Desenvolvimento Urbano.
Agência Câmara
E-mail:agencia@camara.gov.br - 20/06/2008 16h24
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