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CARTA DE BRASÍLIA As carreiras que exercem atividades exclusivas de
Estado, reunidas de forma pioneira em Brasília com o fim de debater seu próprio
destino e temas para o Estado brasileiro, encerram hoje a Primeira Conferência
Nacional organizada pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de
Estado – FONACATE. O FONACATE – entidade que representa hoje mais de
100 mil servidores – é a Entidade Representativa dos Servidores de Carreiras
Exclusivas de Estado e exige, por conseqüência e com exclusividade, ser a
Entidade a negociar com o Poder Público e a manifestar-se à Sociedade em nome
dos Servidores das Carreiras Exclusivas de Estado que a compõem. Partindo dessa premissa e após os debates que foram
travados nesta Conferência, o FONACATE declara seu compromisso com a defesa do
Estado Democrático de Direito e das garantias e prerrogativas essenciais para o
exercício autônomo e institucional das funções desempenhadas pelas carreiras de
Estado. É necessário evidenciar que a qualidade do serviço
público está intimamente ligada à melhoria remuneratória dos servidores,
valorizando-se o agente público que integra a estrutura do Estado. Sem
remuneração condizente, inclusive para a aposentadoria, e o constante
aperfeiçoamento profissional, não há qualidade no serviço público. É nosso dever dizer, ainda, que os avanços
democráticos do País requerem que nomeações e exonerações de dirigentes das
Instituições com funções típicas de Estado sejam submetidas ao Poder
Legislativo, com justificativas socialmente aceitas, retomando-se o equilíbrio
necessário entre os Poderes e suprimindo motivações de qualquer outra natureza.
O FONACATE apoiará projetos de lei defendendo a autonomia e estabilidade dessas
instituições, assim como os que exigem que as funções de direção e
assessoramento sejam exercidas exclusivamente por servidores de carreira. É necessário que os Governos reconheçam,
definitivamente, a importância das carreiras típicas de Estado para o
desenvolvimento econômico e social. Não será possível prevenir as crises que se
sucedem sem o fortalecimento do Estado e das carreiras que o compõem, as quais
possuem papel fundamental para o desenvolvimento do país. É imprescindível reconhecer que as carreiras
voltadas para a Fiscalização Tributária e de Relação de Trabalho, Arrecadação,
Finanças e Controle, Gestão Pública, Segurança Pública, Diplomacia, Advocacia
Pública, Defensoria Pública, Regulação, Política Monetária, Magistratura e o
Ministério Público não só produzem retorno para a sociedade muitas vezes
superior aos seus custos, mas, sobretudo, tem a significação do seu trabalho na
razão direta da importância dada pela Constituição e pelas Leis às funções
institucionais correspondentes. Tais carreiras, assim como os representantes
eleitos, integram o Estado e possuem papel político inescusável de
transformação social. Estamos, assim, voltados cada vez mais para a aproximação
com o cidadão, buscando as múltiplas formas para garantir sua participação na
gestão do Estado e no controle de suas atividades. As entidades que integram o Fórum Nacional
Permanente de Carreiras Típicas de Estado assumem o compromisso da realização
anual dessa Conferência, e de um Congresso representativo, futuro, composto por
dirigentes e outros servidores. Um Congresso que seja um momento de reafirmação
da identidade política dessas Carreiras, por meio da construção sólida e
democrática de unidade política de organização e ação. Com essas iniciativas
fomenta-se o debate sobre o papel das carreiras exclusivas de Estado
diretamente com a sociedade – certos de que, em última instância, é a essa que
efetivamente se serve. Brasília, 11 de novembro de 2009.
CLN 102 Bloco C, 1° andar, Sala 106 - CEP: 70.722-530 Brasília-DF
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