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Centrais agora querem fim do fator previdenciárioSindicalistas também
pressionam o governo e a Câmara a aprovar o fim da contribuição previdenciária
para os servidores públicos aposentados. Veículo: O ESTADO
DE S. PAULO - SP Editoria: ECONOMIA
E NEGÓCIOS Data: 18/06/2010 Assunto: PREVIDENCIA
Edna Simão/BRASÍLIA As centrais sindicais continuam unidas para ainda
arrancar do governo do presidente Lula o fim da contribuição previdenciária dos
servidores públicos inativos e do fator previdenciário. A PEC 555/2006, do
ex-deputado Carlos Mota (PSB-MG), que propõe o fim da contribuição dos
inativos, está em comissão da Câmara. O fim do fator previdenciário foi vetado pelo
presidente na Medida Provisória que deu reajuste de 7,72% aos 8,3 milhões de
aposentados que ganham benefício acima do salário mínimo, mas as centrais já
pediram ao governo uma audiência para reabrir a negociação sobre o assunto. Segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP),
que também preside a Força Sindical, já foi pedida uma audiência com Luiz
Dulci, secretário-geral da Presidência, "para tratar do fator
previdenciário". No caso da contribuição dos inativos, há pelo menos
duas correntes no debate: quem quer o fim puro e simples da contribuição, e a
corrente que acha que pode aprovar uma flexibilização. Do tipo: a partir de
certa idade, o aposentado ficaria isento da contribuição; ou uma escala de
idades que permitiram a redução progressiva da contribuição. Hoje, a
contribuição é de 11% sobre a parte do benefício acima do teto da Previdência,
que hoje está em R$ 3.467,40. O secretário-geral da Condesef (Confederação dos
Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, disse que
não aceitará apenas um projeto de flexibilização. "Vamos defender a
proposta pelo fim da contribuição. Não vamos negociar uma flexibilização".
Injustiça. Para o diretor executivo da Central Única dos
Trabalhadores (CUT), Antonio Lisboa, "a PEC 555 vai corrigir uma injustiça
com os servidores públicos". Em audiência pública na Câmara, ele disse que
"o compromisso (da Central) é votar na comissão para começar outra luta no
plenário da Câmara". Nesta semana, os aposentados que recebem benefícios
acima do salário mínimo (R$ 510) tiveram algumas vitórias. Primeiro, o
presidente Lula confirmou o reajuste de 7,72%. Anteontem, a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou um projeto de lei que
possibilita a equiparação do valor do benefício ao número de salário mínimos
recebidos no momento da aposentadoria. Se confirmada pelo plenário da Câmara e
sancionada, a medida pode criar um esqueleto de até R$ 85 bilhões. Impacto menor. O fim da contribuição dos servidores públicos
inativos tem um impacto menor para as contas públicas, porém, deve pressionar o
já elevado déficit do regime de aposentadoria dos funcionários públicos
federais - mais de R$ 50 bilhões em 2009. Segundo cálculo do ex-ministro da
Previdência Social, José Cechin, superintendente do Instituto de Estudos de
Saúde Suplementar, a extinção da contribuição vai provocar uma queda de R$ 2,3
bilhões na arrecadação do governo - podendo chegar a R$ 4 bilhões se forem
consideradas as contribuições nos Estados e municípios. Para impedir essa perda de receita, o relator da PEC,
o deputado petista Luiz Alberto (BA), já costura uma proposta alternativa. O
relatório deve prever a possibilidade de escalonar a isenção da contribuição,
levando em conta a idade do servidor aposentado e o valor do benefício. No caso do fator previdenciário - que incide sobre as
aposentadorias concedidas pelo INSS -, a pressão para o fim do redutor das
aposentadorias vai continuar. Se for acatado, a economia de R$ 10 bilhões
conseguida nos últimos anos com o instrumento será revertida em ampliação das
despesas previdenciárias. REAÇÕES José Cechin Ex-ministro da Previdência "A extinção da contribuição dos inativos vai
provocar uma queda de R$ 2,3 bilhões na arrecadação do governo. Esse rombo pode
chegar a R$ 4 bilhões, se forem incluídas no cálculo as contribuições de
inativos nos Estados e municípios" Paulo Pereira da Silva Deputado (PDT-SP) "Somos contra a contribuição dos inativos. Mas,
no momento, o melhor é negociar com o governo a flexibilização da contribuição
e do fim do fator previdenciário". Josemilton Costa Presidente da Condesef "Vamos defender o fim da contribuição do
servidor inativo"
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