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Veículo:
JORNAL
DE BRASILIA - DF |
Editoria:
ECONOMIA
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Data:
23/07/2010 |
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Assunto:
PREVIDENCIA |
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Força-tarefa após
eleições
O governo fará uma
força-tarefa no Congresso Nacional depois das eleições
para tentar barrar a Proposta de Emenda Constitucional
(PEC) que aprova o fim da contribuição previdenciária
dos servidores inativos. A tarefa caberá aos ministros
do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Previdência,
Carlos Eduardo Gabas.
O texto substitutivo
à PEC de 2006 foi aprovado na semana passada, em
Comissão Especial na Câmara dos Deputados. O novo
texto, de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá
(PTB-SP), prevê isenção da contribuição a partir dos
65 anos e cria um redutor de 20% por ano a partir dos
61 anos.
O documento segue
agora ao plenário, mas o ministro da Previdência
acredita que o tema só deverá ser debatido após a
eleição. O impacto financeiro previsto com a medida se
ela for aprovada é de R$ 1,8 bilhão por ano, que é a
arrecadação do Executivo com essa contribuição. "Isso
é um contrassenso. O ministério se posicionou
contrário a isso. Expusemos nossos motivos ao deputado
Faria de Sá para que isso não prosperasse", comentou
Gabas.
Ele avalia que o
momento atual é delicado para senadores e deputados
por conta da proximidade das eleições. "O Congresso é
sensível a segmentos mais organizados da sociedade,
mas isso acaba prejudicando os segmentos que não são
tão organizados", comentou.
O ministro acredita
que a grande pressão pelo fim da contribuição se dá
porque o Legislativo e o Judiciário possuem tetos mais
altos. Ele comentou também que os futuros servidores
terão o mesmo teto do Regime Geral da Previdência
Social (RGPS) e contarão com um fundo complementar,
que será optativo. "Isso será mais justo com o RGPS
porque é a sociedade que paga essa conta." Segundo
ele, o governo é favorável à aproximação das regras
dos regimes. "É para ser mais justo", sintetizou.
DEFICIT
O deficit
previdenciário do segundo semestre do ano deve ser
ainda maior do que o verificado na primeira metade, de
R$ 22,832 bilhões. Essa hipótese foi formulada a
partir da projeção do Carlos Eduardo Gabas, de que a
necessidade de financiamento fique em R$ 47 bilhões em
2010, saldo negativo perto de R$ 24 bilhões entre os
meses de julho e dezembro.
A concentração dos
pagamentos reajustados aos aposentados, de 7,72%, no
segundo semestre, ajuda a explicar o rombo maior das
contas no período em relação aos primeiros seis meses
do ano, segundo o ministro da Previdência.
O ministro afirmou
que voltará a fazer um novo prognóstico a respeito do
deficit da Previdência neste ano em um ou dois meses.
"Se a gente continuar gerando empregos daqui para os
próximos meses, a projeção deve cair. Se houver
estabilização ou cair o volume de empregos, há aumento
de deficit", ponderou.
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Veículo:
JORNAL DE
BRASILIA - DF |
Editoria:
ECONOMIA |
Data:
23/07/2010 |
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Assunto:
PREVIDENCIA
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